A ativista Greta Thunberg uniu-se aos protestos estudantis em Paris, que há três semanas exigem melhores condições e investimentos na infraestrutura escolar na França. Ao discursar em frente a um liceu, Thunberg afirmou que o futuro dos jovens está sendo roubado e criticou a violência policial contra os manifestantes. Os atos nacionais, iniciados por secundaristas, mobilizaram entre 160 mil e 480 mil pessoas nesta terça-feira, segundo estimativas do governo e de sindicatos organizadores.
A ativista sueca Greta Thunberg participou das manifestações estudantis em Paris nesta terça-feira (13). O protesto, chamado de "quinto ato" pelos jovens, integra um movimento nacional que há três semanas exige melhores condições de ensino e de infraestrutura escolar na França.
Thunberg foi vista entre os manifestantes em frente ao Lycée Paul-Eluard, em Saint-Denis, uma das escolas parisienses que tem recebido grande atenção midiática nos últimos dias.
"Os jovens não estão sendo incluídos nas discussões. Nosso futuro está sendo roubado de nós e, como vimos aqui, as escolas não estão recebendo o investimento de que precisam", declarou a ativista, reforçando que os estudantes "não vão desistir".
"Vamos lutar por esse futuro que está sendo tirado de nós bem diante dos nossos olhos", garantiu Thunberg, acrescentando sentir um "orgulho enorme dos estudantes franceses".
A sueca de 23 anos também denunciou a "violência policial" contra os manifestantes.
"Isso diz tudo sobre a polícia e a quem ela realmente protege. As forças de segurança deveriam proteger os jovens", reforçou Thunberg, apontando o dedo para um agente "extremamente violento" com estudantes que se manifestam pelo "mínimo indispensável".
O movimento estudantil teve início no final de setembro com adolescentes do ensino médio, entre 15 e 18 anos, que começaram a bloquear as entradas de escolas a fim de exigir melhores condições em sala de aula.
Segundo o Ministério do Interior francês, mais de 160 mil pessoas se uniram aos jovens nesta terça-feira em todo o país, ainda que os sindicatos que ajudaram a organizar os atos estimem um público total de 480 mil manifestantes.