"O país se inclina com respeito e expressa seu apoio às famílias de nossos soldados e a todos os nossos militares engajados pela paz no Líbano. Tudo leva a crer que a responsabilidade por esse ataque recai sobre o Hezbollah", declarou o presidente francês Emmanuel Macron no X.
Le Sergent-chef Florian Montorio du 17eme régiment du génie parachutiste de Montauban est tombé ce matin au sud-Liban lors d'une attaque contre la FINUL.
Trois de ses frères d'armes sont blessés et ont été évacués.
La Nation s'incline avec respect…
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) April 18, 2026
O sargento‑chefe Florian Montorio, do 17º Regimento de Engenharia Paraquedista de Montauban, no sudoeste da França, foi morto "por um tiro direto de arma leve" na região de Deir‑Kifa, informou a ministra francesa das Forças Armadas, Catherine Vautrin, no X.
"A França exige das autoridades libanesas que prendam imediatamente os culpados e assumam suas responsabilidades ao lado da Finul (Força Interina da ONU no Líbano)", acrescentou Macron.
O presidente libanês Joseph Aoun condenou no sábado o ataque contra os capacetes azuis franceses. Ele prometeu perseguir os responsáveis.
A Força Interina da ONU no Líbano (Finul) denunciou um ataque "deliberado", estimando que os autores da emboscada eram provavelmente o Hezbollah, grupo militar islamista xiita aliado do Irã, instalado no Líbano, onde exerce enorme influência e está em guerra contra Israel.
"Garantir a segurança"
Macron conversou no sábado com Aoun e com o primeiro‑ministro libanês Nawaf Salam, pedindo que "garantissem a segurança dos soldados da Finul", implantada no Líbano desde 1978 e composta por mais de 7 mil militares, incluindo mais de 600 franceses.
O sargento‑chefe Montorio "estava em uma missão de abertura de itinerário rumo a um posto da Finul isolado há vários dias pelos combates na região; ele caiu em uma emboscada por um grupo armado a curtíssima distância", detalhou Vautrin, ressaltando que esse "suboficial experiente" já havia sido "enviado várias vezes para missões".
"A Nação se inclina diante da memória de um de seus filhos que deu sua vida por ela. Meus pensamentos vão para sua companheira, seus filhos, seus familiares e seus irmãos de armas", acrescentou a ministra.
A gravidade dos ferimentos dos outros três militares não foi informada.
Este é o segundo militar francês morto por aliados de Teerã desde o início da guerra iniciada no fim de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, conflito que incendiou toda a região.
Em 12 de março, o subtenente Arnaud Frion, de 42 anos, foi morto em um ataque de drone atribuído a uma milícia pró‑iraniana. Ele estava destacado em uma base na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, onde participava de uma missão de treinamento na luta antijihadista.
Um cessar‑fogo entre Estados Unidos e Irã está em vigor desde 8 de março, e uma intensa movimentação diplomática está em curso para tentar consolidá‑lo.
Uma trégua também está em vigor no Líbano, que foi atacado por Israel em resposta aos ataques do Hezbollah. Preparativos de negociações estão em andamento, mas o Hezbollah afirma não estar "envolvido" nessas negociações libanesas com Israel.
Com AFP