Rubio cobra informações da Rússia sobre suposto caso de peste

Moscou negou que pessoas tenham sido colocadas em quarentena

6 out 2026 - 11h49
(atualizado às 12h35)
Resumo
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, cobrou transparência de Moscou após relatos de que uma pesquisadora teria morrido de peste pneumônica em um laboratório na Sibéria. Enquanto circulam rumores sobre contaminação acidental e possíveis quarentenas, o governo russo nega a ocorrência da doença, alegando que exames apontaram morte por pneumonia de causa indeterminada, sem ligação com patógenos laboratoriais.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, cobrou nesta terça-feira (6) esclarecimentos da Rússia sobre um suposto caso de peste ocorrido na região de Irkutsk, na Sibéria, que abriga um laboratório de pesquisas contra a doença.

Entrada de laboratório contra peste em Irkutsk, na Sibéria
Entrada de laboratório contra peste em Irkutsk, na Sibéria
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Cabe à Rússia fornecer mais informações ao mundo", declarou Rubio durante uma visita à Islândia, acrescentando que Moscou precisa ser "transparente".

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O posicionamento do governo americano chega em meio a rumores de que uma pesquisadora teria morrido de peste pneumônica após se contaminar por meio de um tubo de ensaio quebrado em um laboratório de Irkutsk.

Veículos russos independentes chegaram a publicar que dezenas de pessoas teriam sido colocadas em quarentena, informação negada pelo governo. "Nenhuma decisão desse tipo foi tomada até o momento", garantiu a agência sanitária Rospotrebnadzor.

Já o governador de Irkutsk, Igor Kobzev, disse que análises indicaram que a cientista morreu de pneumonia provocada por causas "indeterminadas". "Não foram encontrados microrganismos relacionados ao trabalho profissional da jovem em suas amostras biológicas", salientou.

A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, a mesma da peste bubônica, que dizimou boa parte da população europeia na Idade Média. Esta última, também chamada de "peste negra", provoca infecções nos gânglios linfáticos e é transmitida por pulgas infectadas, enquanto a peste pneumônica, a forma mais infecciosa da patologia, é disseminada por vias respiratórias e causa insuficiência pulmonar.

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Ambas são tratadas com antibióticos, com boas chances de cura se diagnosticadas rapidamente. "Os Estados Unidos registram em média sete casos de peste por ano, inclusive mortais", afirmou a Rospotrebnadzor nesta terça-feira. 

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