Rei da Jordânia ordena resposta com "mão de ferro" a ataque mortal à igreja

24 out 2026 - 11h32
Resumo
O rei Abdullah da Jordânia ordenou uma resposta com "mão de ferro" após um raro ataque a tiros contra a minoria cristã deixar nove mortos e 40 feridos durante um funeral em Karak. Classificada como um ato terrorista desprezível, a ação gerou reforço na segurança nacional, incluindo embaixadas e shoppings. Nenhum grupo reivindicou o atentado até o momento, e as forças de segurança seguem à caça dos atiradores no país, tradicional aliado dos Estados Unidos e considerado estável na região.

O rei ‌Abdullah da Jordânia ordenou neste sábado que as forças de segurança respondessem com "mão de ferro", enquanto as autoridades procuravam os atiradores que mataram nove pessoas durante um funeral em uma igreja.

Os agressores dispararam por vários minutos, em plena luz do dia, contra a ⁠igreja na província de Karak na sexta-feira, e também feriram 40 ‌pessoas em um ataque raro contra a minoria cristã do país.

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A segurança foi reforçada em shoppings, embaixadas estrangeiras e outros ‌locais em todo o país, informou a ‌embaixada dos Estados Unidos em Amã.

SENSAÇÃO DE PÂNICO

Um padre ⁠descreveu como ele e outras pessoas mandaram que todos se deitassem no chão na igreja Greco-Ortodoxa São Jorge, a cerca de 120 km a sudoeste da capital, Amã. "Uma sensação de pânico tomou conta das pessoas presentes", disse Theodoros Soueiss à Reuters. "Os disparos ‌eram indiscriminados, e você nunca sabia onde uma bala poderia parar."

O ‌rei Abdullah condenou o "desprezível ⁠ato terrorista" durante ⁠uma reunião do Conselho de Segurança Nacional e afirmou que não há ⁠espaço para clemência quando se ‌trata da vida dos ‌jordanianos, informou a corte real.

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Ataques como este são extremamente raros na Jordânia, um país relativamente estável no Oriente Médio, embora as autoridades afirmem ter frustrado vários complôs islamistas nos últimos ⁠anos.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque no reino, um importante parceiro dos EUA na luta contra grupos militantes. Autoridades disseram ser cedo para determinar se os atacantes tinham vínculos com grupos conhecidos dentro ou ‌fora da Jordânia.

"Um massacre, um massacre em todos os sentidos da palavra", disse Tarek Ammarin em um hospital onde os feridos ⁠estavam sendo atendidos. Um parente de Ammarin ficou ferido no ataque.

Os cristãos são minoria na população da Jordânia. O país abriga diversos sítios bíblicos que atraem peregrinos cristãos de todo o mundo.

A Jordânia está entre os aliados dos EUA no Oriente Médio que foram atingidos por ataques iranianos este ano, após os EUA e Israel lançarem ataques contra o Irã em fevereiro.

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Bahjat al-Rushda, prefeito da vila de Shihan, em Karak, juntou-se a uma longa lista de autoridades que condenaram o que chamaram de ataque de extremistas terroristas. "Se Deus quiser, este país continuará seguro", disse ele.

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