Quênia confirma quatro novos casos de Ebola, elevando número total para sete

17 out 2026 - 12h43
Resumo
O Ministério da Saúde do Quênia confirmou quatro novos casos de Ebola Bundibugyo, elevando o total para sete. As infecções, primeiras com transmissão local no país, envolvem três profissionais de saúde e um parente do paciente que veio do Congo. Todos já estavam em quarentena e mais de 98% dos contatos foram isolados, descartando até o momento a transmissão comunitária. Os casos estão ligados ao surto no Congo e preocupam por se tratar de uma cepa sem vacinas ou tratamentos aprovados.

O Quênia confirmou neste ‌sábado quatro novos casos do vírus Ebola Bundibugyo, incluindo três profissionais de saúde que trataram o primeiro paciente do país, elevando o número total de casos confirmados para sete, informou o Ministério ⁠da Saúde.

O outro caso novo é um parente ‌do sexo masculino do paciente índice, que faleceu. O parente estava em quarentena desde 6 ‌de outubro, informou o ministério ‌em comunicado.

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Esses casos são as primeiras infecções ⁠conhecidas transmitidas dentro do Quênia, onde o primeiro paciente chegou vindo do Congo em 3 de outubro. No entanto, o ministério afirma ter rastreado e colocado em quarentena quase todos os ‌seus contatos, e não há evidências de que ‌o vírus esteja ⁠se espalhando ⁠na comunidade.

Os três profissionais de saúde -- dois homens e uma ⁠mulher com 29, ‌35 e 32 ‌anos, respectivamente -- atenderam o caso índice nos dias 3 e 4 de outubro e estavam em quarentena desde 9 de outubro, informou o ⁠ministério. Todos os quatro novos pacientes já estavam em quarentena quando desenvolveram sintomas e foram diagnosticados.

O segundo e o terceiro pacientes, confirmados anteriormente, estão estáveis e ‌respondendo bem ao tratamento de suporte, informou o ministério. O órgão afirmou que 128 dos 130 ⁠contatos listados, ou 98,5%, foram rastreados e colocados em quarentena, um índice superior à meta global de 85% considerada necessária para interromper a cadeia de transmissão.

Os casos no Quênia estão ligados à epidemia de Ebola no Congo -- o segundo maior surto já registrado, com mais de 9.000 casos e mais de 4.000 mortes.

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Não há vacinas ou tratamentos aprovados para a cepa Bundibugyo do Ebola.

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