Uma professora de 57 anos, identificada como Chiara Mocchi, foi gravemente ferida na manhã desta quarta-feira (25) após ser esfaqueada por um aluno de 13 anos em uma escola na cidade de Trescore Balneario, na região da Lombardia, no norte da Itália.
Apesar da gravidade dos ferimentos, as autoridades da província de Bergamo informaram que a vida da docente não corre perigo.
Informações preliminares indicam que o ataque ocorreu em um corredor do primeiro andar da escola "Leonardo Da Vinci", localizada na via Damiano Chiesa. O estudante, matriculado no oitavo ano do ensino fundamental, atingiu a professora no pescoço e no abdômen.
Após o incidente, a vítima foi socorrida por equipes de emergência e transportada de helicóptero para o Hospital Papa Giovanni XXIII, onde passou por uma cirurgia e permanece internada em estado crítico na unidade de terapia intensiva.
De acordo com os carabineiros, o caso é tratado como "um ato isolado", sem ligação com terrorismo ou participação de terceiros.
O adolescente foi imediatamente contido por uma professora e dois funcionários da escola, sendo posteriormente detido pelas autoridades. Ele vestia uma calça camuflada e uma camiseta com a palavra "vingança" estampada, além de carregar uma pistola de alarme na mochila.
Mocchi leciona há muitos anos na instituição e é considerada uma profissional experiente pela comunidade escolar.
Após o ataque, pais foram chamados para buscar seus filhos mais cedo, enquanto psicólogos foram mobilizados para prestar apoio aos estudantes. "É um incidente realmente grave, impensável", afirmou um dos pais presentes no local.
O ministro da Educação da Itália, Giuseppe Valditara, classificou o episódio como "chocantemente grave" e destacou a necessidade de reforçar medidas contra a criminalidade juvenil e a circulação de armas entre jovens. Ele também ressaltou a importância de ampliar o apoio psicológico nas escolas.
Especialistas e representantes do setor educacional expressaram preocupação com o aumento da violência no ambiente escolar. Attilio Fratta, presidente nacional da DirigentiScuola, criticou a falta de controle familiar e apontou uma "crise educacional fora de controle".
Já o presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas (ANP), Antonello Giannelli, destacou a urgência de fortalecer medidas preventivas e garantir maior segurança para alunos e profissionais. As autoridades seguem investigando o caso para esclarecer as circunstâncias e motivações do ataque.