Após dois ataques com armas brancas em escolas romenas em menos de uma semana — cometidos por adolescentes de 13 e 15 anos —, o presidente Nicusor Dan cobrou do governo medidas urgentes de segurança nas salas de aula e na internet. Os episódios, que deixaram professores e alunos feridos e envolveram anúncios prévios em redes sociais, levaram à convocação de uma reunião emergencial para discutir ações preventivas e apoio psicológico, refletindo uma onda de violência escolar que afeta a Europa.
O presidente romeno, Nicusor Dan, pediu ao governo nesta quinta-feira que garanta a segurança das crianças nas salas de aula e na internet, após dois ataques violentos em escolas em menos de uma semana.
A polícia informou que um adolescente de 15 anos atacou dois colegas de classe com um facão nesta quinta-feira em um banheiro de sua escola de ensino médio na cidade de Pitesti, na região central da Romênia.
Na segunda-feira, um estudante de 13 anos esfaqueou e feriu um professor e outro aluno. A mídia local informou que ele havia feito publicações sobre seus planos nas redes sociais pouco antes do ataque.
"Dois sinais que não podemos mais nos dar ao luxo de ignorar", disse Dan em uma postagem no X.
"Precisamos de escolas mais seguras, professores apoiados e preparados para intervir, acesso real a aconselhamento psicológico, mas também medidas para a proteção de menores no uso do espaço online", acrescentou o presidente centrista.
O governo recém-empossado da Romênia realizará uma reunião na sexta-feira para discutir medidas de segurança nas escolas.
As escolas na Europa enfrentaram uma série de ataques neste ano em países como Polônia, França e Suécia, com as autoridades, em alguns casos, apontando o papel das redes sociais e das subculturas online que glorificam o assassinato como fator que fomenta a violência.