Premiê britânico pede laços mais estreitos com Europa à medida que guerra do Irã prejudica relações com EUA

1 abr 2026 - 10h09

‌O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse na quarta-feira que a instabilidade global causada pela guerra do Irã significa que o Reino Unido deve se concentrar em laços econômicos e de defesa mais estreitos com a Europa, após repetidas críticas ⁠do presidente dos EUA, Donald Trump.

Starmer afirmou que a construção ‌de relações mais fortes com a Europa estaria no centro de uma cúpula com a União Europeia no ‌verão do hemisfério norte, ao mesmo ‌tempo em que alertou que as consequências da guerra ⁠do Irã durariam uma geração.

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"Está cada vez mais claro que, à medida que o mundo continua nesse caminho volátil, nosso interesse nacional de longo prazo exige uma parceria mais estreita com nossos aliados na Europa", disse Starmer a repórteres ‌em uma coletiva de imprensa em Downing Street.

Trump tem criticado ‌Starmer repetidamente, chamando-o ⁠de covarde por ⁠causa de sua relutância em se juntar à guerra dos EUA ⁠contra o Irã, dizendo ‌que ele não era "nenhum ‌Winston Churchill" e descrevendo os porta-aviões britânicos como "brinquedos".

Em um sinal de que a política externa britânica está se afastando dos Estados Unidos, tradicionalmente seu aliado mais próximo, Starmer ⁠disse que vê o futuro de seu país mais alinhado com a Europa.

Depois que Trump foi eleito presidente para um segundo mandato em 2024, Starmer tentou se posicionar como um canal entre ‌a Europa e os Estados Unidos. Mas o relacionamento entre eles se deteriorou publicamente por causa da guerra com o ⁠Irã.

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Starmer inicialmente negou um pedido dos EUA para atacar o Irã a partir de duas bases britânicas, mas depois concordou em permitir o que ele chama de missões defensivas destinadas a proteger os residentes da região, incluindo cidadãos britânicos.

Questionado sobre as críticas de Trump, Starmer disse que não cederia à "pressão" de Trump para ser arrastado para a guerra.

Starmer, em vez disso, declarou que o governo está concentrado em aprofundar seu relacionamento com a Europa e que é necessário desfazer alguns dos "danos profundos" causados pelo Brexit.

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