Preços mundiais dos alimentos se recuperam em fevereiro, diz FAO

6 mar 2026 - 09h34

Os preços mundiais dos alimentos subiram em ‌fevereiro, depois de caírem por cinco meses consecutivos, conforme a alta observada para cereais, carne e a maioria dos óleos vegetais superou quedas do queijo e do açúcar, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) nesta sexta-feira.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO, ⁠que acompanha as mudanças mensais em uma cesta de produtos alimentícios comercializados ‌internacionalmente, atingiu uma média de 125,3 pontos em fevereiro, acima dos 124,2 pontos revisados em janeiro.

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O índice ainda estava 1% abaixo do valor ‌no ano anterior e quase 22% abaixo ‌do pico registrado em março de 2022, alcançado após o ⁠início da guerra na Ucrânia.

Os preços médios dos cereais aumentaram 1,1% em relação ao mês anterior, com os preços do trigo subindo 1,8% devido aos riscos climáticos na Europa e nos Estados Unidos, bem como às contínuas interrupções logísticas na Federação Russa e na região mais ampla do ‌Mar Negro. Mesmo assim, os preços ainda ficaram 3,5% abaixo do nível ‌registrado no ano anterior.

Os ⁠preços do arroz ⁠avançaram 0,4%, apoiados pela demanda sustentada pelas variedades basmati e Japonica.

Os preços dos óleos ⁠vegetais subiram 3,3%, atingindo seu ‌nível mais alto desde junho ‌de 2022. Os preços do óleo de palma aumentaram devido à forte demanda global e à menor produção no Sudeste Asiático, enquanto os preços do óleo de soja subiram devido à expectativa de ⁠apoio ao biocombustível nos EUA.

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Os preços das carnes subiram 0,8% em relação a janeiro, impulsionados por recordes da carne ovina e pela maior demanda por carne bovina nos EUA e na China.

Os preços dos laticínios caíram 1,2%, ampliando uma baixa ‌que já durava meses, principalmente devido aos preços mais baixos do queijo na União Europeia. Entretanto, o leite em pó desnatado e integral ⁠e a manteiga aumentaram devido à forte demanda em meio à oferta restrita nos principais exportadores.

Os preços do açúcar caíram 4,1%, atingindo o menor valor desde outubro de 2020, refletindo as expectativas de ampla oferta global, incluindo a produção recorde nos Estados Unidos.

Em relatório separado, a FAO aumentou ligeiramente sua previsão de produção global de cereais em 2025 para um recorde de 3,029 bilhões de toneladas, refletindo pequenos ajustes, principalmente nas estimativas de milho e arroz. Esse número seria 5,6% maior em relação ao ano anterior.

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Os estoques mundiais de cereais até o final da temporada de 2026 também devem aumentar, com uma relação estoque/uso global de 31,9%.

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