Portugal apreende centenas de obras de arte em casa de idoso morto há 2 anos

Descoberta ocorreu em uma vila chamada Penalva do Castelo

28 abr 2026 - 16h26
(atualizado às 16h59)

A polícia de Portugal descobriu e apreendeu quase 280 obras de arte na residência de um idoso americano que estava morto havia dois anos, em uma vila chamada Penalva do Castelo, no norte do país.

Descoberta ocorreu em uma vila chamada Penalva do Castelo
Descoberta ocorreu em uma vila chamada Penalva do Castelo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Entre os itens encontrados pelas autoridades lusitanas estão pinturas, litografias, serigrafias e outros artefatos que datam do período Neolítico ao século 20.

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A casa onde o homem vivia era praticamente um museu, pois abrigava obras de valor inestimável de artistas como Albrecht Durer, Pierre Bonnard, Pablo Picasso e Joan Miró.

De acordo com a imprensa portuguesa, o mordomo do idoso cogitava vender parte dos valiosos bens de seu antigo patrão. Ele, que nega qualquer irregularidade, pode responder pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Os investigadores desconfiam que o homem, falecido em 2024, atuava como intermediário para organizações criminosas internacionais dedicadas ao tráfico de arte, já que o americano não era conhecido no mundo do colecionismo.

Em entrevista à agência de notícias Lusa, o chefe da Polícia Judiciária portuguesa, Avelino Lima, avaliou que se trata de uma "apreensão incomum" em razão da "quantidade, diversidade, antiguidade e valor" das obras.

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"Uma série de investigações muito minuciosas será realizada para apurar a autenticidade, a verdadeira propriedade e a proveniência. As obras devem ser submetidas a análises especializadas. As conclusões iniciais sugerem que não há dúvidas quanto à sua autenticidade", acrescentou. .

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