Em visita histórica à França, o papa Leão XIV esteve na Catedral de Notre-Dame, em Paris, tornando-se o primeiro pontífice a visitar o templo após a restauração pós-incêndio de 2019. Diante de cerca de 8 mil fiéis, ele celebrou as Vésperas e exaltou o trabalho coletivo na reconstrução, classificando a reabertura como um símbolo de esperança e unidade que ultrapassa fronteiras religiosas. A agenda do pontífice também incluiu compromissos no Palácio do Eliseu e na sede da Unesco.
O papa Leão XIV exaltou a importância do trabalho coletivo na Catedral de Notre-Dame, em Paris, durante visita ao templo nesta sexta-feira (25). Em suas palavras, o processo de obras vivenciado pelo edifício após o incêndio que o consumiu em 2019 foi "além das fronteiras eclesiásticas" ao alargar "os espaços de acolhimento e participação".
"Sete anos se passaram desde que o mundo inteiro viu a catedral ser consumida por um incêndio aterrador. Já naquela ocasião, olhamos para o alto, atônitos, reconhecendo a impotência humana diante do imponderável", disse Robert Prevost durante a celebração das Vésperas, ressaltando que "aquela dor não pertencia apenas aos católicos ou fiéis".
"A participação coletiva na reconstrução [da Catedral de Notre-Dame] e agora o esplendor do resultado revelam que aqui pulsa o coração de um povo, que estamos no centro vital de uma civilização, que o passado e o futuro se abraçam e que o céu e a terra se encontram", declarou Leão XIV, que se tornou o primeiro papa a visitar o local após a restauração.
O líder católico revelou que escolheu encontrar os fiéis "neste lugar que é um símbolo da Igreja na França".
"Foi uma alegria para mim cruzar o seu limiar há pouco, assim como fazem, todos os dias, milhares de irmãos e irmãs que aqui chegam de todas as partes do mundo", contou Prevost. "O simples ato de entrar nos coloca diante de uma beleza que fala aos nossos corações inquietos e os chama à paz", concluiu.
Mais cedo, o americano disse a autoridades que a recente reabertura da catedral "não é apenas uma proeza técnica, mas um símbolo de esperança renovada", e que "aquilo que se pensava estar destruído para sempre pode renascer graças à colaboração de todos".
"Tal realização magnífica deve inspirar todos os envolvidos na vida política, social e religiosa do país com um novo impulso para trabalhar incansavelmente em espírito de unidade, impulsionados pela força de uma esperança viva", ressaltou.
De acordo com a Sala de Imprensa da Santa Sé, cerca de 8 mil pessoas acompanharam a celebração das Vésperas com Leão XIV na Catedral de Notre-Dame.
No primeiro dia de sua viagem à França ? a primeira de um pontífice ao país em 18 anos ?, o Papa cumpriu agenda com autoridades políticas e diplomáticas no Palácio do Eliseu, além de ter visitado a sede da Unesco. .