Papa reza diante do túmulo de São Pedro e faz apelo pela unidade dos cristãos

Leão XIV se uniu a representante de Igreja Ortodoxa para fazer oração no Vaticano

29 jun 2026 - 08h44
(atualizado às 09h11)

O papa Leão XIV e o delegado do Patriarcado de Constantinopla, o metropolita Emmanuel Adamakis, de Calcedônia, se uniram nesta segunda-feira (29) para rezar juntos diante do túmulo de São Pedro.

Após a missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada na Basílica no Vaticano, os dois desceram até o local onde, segundo a tradição cristã, está sepultado o apóstolo Pedro, fundador da Igreja, para um momento de oração e reflexão.

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Em seguida, Leão XIV retornou ao altar da Confissão e aproximou-se da estátua de São Pedro, onde beijou o pé da imagem, mantendo uma tradição de devoção ligada ao apóstolo.Logo depois, deixou a Basílica.

Mais cedo, o Papa presidiu as celebrações dos santos apóstolos padroeiros de Roma e da Diocese da capital italiana e impôs o sagrado pálio a 35 arcebispos metropolitanos nomeados ao longo do último ano.

Na oração do Angelus, realizada na Praça São Pedro, o Pontífice refletiu sobre a trajetória dos apóstolos Pedro e Paulo, ressaltando que, apesar de suas diferenças de origem, formação e personalidade, ambos encontraram na fé um caminho de comunhão e serviço.

"Talvez Pedro e Paulo não pudessem ser mais diferentes um do outro. Diferentes em origem, formação e caráter, mas o Senhor não os tornou uniformes. O Evangelho foi compreendido e proclamado por cada um deles com ênfase distinta", afirmou.

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Segundo o Papa, a experiência dos dois apóstolos demonstra que a Igreja não é chamada à uniformidade, mas à harmonia. "Dentro do colégio dos apóstolos, Pedro e Paulo não eram adversários. Pelo contrário, tornaram-se um símbolo das muitas outras diferenças que o único Espírito harmoniza na unidade", declarou.

O líder da Igreja Católica fez as observações às vésperas das anunciadas ordenações episcopais sem mandato papal pela Sociedade de São Pio X (SSPX), grupo ultratradicionalista fundado pelo arcebispo Marcel Lefebvre e que não reconhece as reformas do Concílio Vaticano II.

A iniciativa pode aprofundar as tensões entre a Santa Sé e a fraternidade, levantando novamente o risco de um cisma ? o primeiro sob o pontificado de Leão XIV, que fez da unidade o tema central de seu papado desde o início.

"Os patronos da Igreja de Roma viveram as lutas da comunhão; eles a conheceram, serviram-na e proclamaram-na como sacramento da vida divina. O testemunho deles desempenhou um papel decisivo para garantir que a presença cristã na história não busque a dominação, mas sim o serviço, a unidade e a reconciliação", enfatizou.

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O Pontífice também reforçou o compromisso com o diálogo ecumênico e a preservação da comunhão entre os cristãos. "Que o Senhor nos conceda, por sua intercessão, a graça de valorizar cada vez mais a catolicidade da Igreja, de reconhecer seu valor em promover encontros fraternos entre indivíduos e povos, de evitar tudo o que corrói ou prejudica a comunhão e de perseverar no caminho ecumênico e no diálogo atento e franco com todos", afirmou.

Robert Prevost recordou a celebração do Óbolo de São Pedro, campanha anual de arrecadação destinada a apoiar as atividades do ministério petrino e as obras de caridade da Santa Sé.

"Expresso meu sincero agradecimento a todos aqueles que, com suas doações, apoiam meu ministério como Sucessor de Pedro", disse.

O Pontífice ainda dirigiu uma saudação especial aos moradores de Roma, com uma lembrança aos doentes, às pessoas solitárias e aos presos. Também agradeceu aos voluntários das associações cívicas italianas responsáveis pela tradicional "infiorata" ? os tapetes de flores confeccionados na Via della Conciliazione e na Piazza Pio XII ? e aos organizadores da tradicional queima de fogos no Castel Sant'Angelo, que neste ano homenageará São Francisco de Assis e o Cântico das Criaturas.

Por fim, saudou as pessoas em situação de rua que participaram da celebração distribuindo exemplares do L'Osservatore di Strada, suplemento do jornal oficial do Vaticano, L'Osservatore Romano, agradecendo aos responsáveis pela publicação e desejando uma feliz festa a todos. .

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