Papa recebe manifestações de solidariedade de líderes políticos e religiosos

Senado italiano prestou homenagem a Leão XIV após diagnóstico de câncer de pulmão

14 out 2026 - 08h36
(atualizado às 09h36)
Resumo
O papa Leão XIV recebeu diversas manifestações de solidariedade de líderes políticos e religiosos mundiais após passar por uma cirurgia bem-sucedida para a remoção de um câncer no pulmão. Autoridades da Itália, União Europeia, Estados Unidos e América Latina desejaram rápida recuperação ao pontífice e convocaram orações. A confirmação de sua viagem apostólica pela América do Sul, agendada para novembro, agora dependerá de sua evolução clínica e das orientações médicas durante o pós-operatório.

O papa Leão XIV recebeu manifestações de solidariedade de autoridades políticas e religiosas de diferentes países após passar por uma cirurgia para a remoção de um câncer no pulmão.

Nesta quarta-feira (14), o Senado italiano realizou uma homenagem ao Pontífice, enquanto representantes de governos e da Igreja Católica reiteraram votos de recuperação e mensagens de apoio.

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Durante sessão em Roma, o presidente do Senado italiano, Ignazio La Russa, manifestou proximidade e solidariedade ao Papa. Após o pronunciamento, os parlamentares se levantaram e aplaudiram por alguns segundos, em um gesto de apoio ao líder da Igreja Católica.

"Gostaria de transmitir nossos melhores votos e nossa mais próxima solidariedade ao papa Leão", declarou La Russa.

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, desejou uma recuperação rápida e completa ao Santo Padre. Em publicação na rede social X, ela destacou a serenidade e a força de Leão XIV como fontes de inspiração e afirmou esperar que ele se recupere plenamente em breve.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também publicou uma mensagem de apoio a Leão XIV, afirmando que ele e a esposa, Jeanette, estão rezando por sua recuperação.

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Na América Latina, governos e representantes religiosos também expressaram preocupação com o estado de saúde do Papa e convocaram os fiéis a se unirem em oração.

No México, a secretária de Governo, Rosa Icela Rodríguez Velázquez, publicou uma mensagem de apoio em nome do país, com menção à presidente Claudia Sheinbaum.

A representante mexicana desejou uma rápida recuperação ao Pontífice e ressaltou sua vocação humanista, que, segundo ela, tem levado esperança ao mundo.

A Conferência Episcopal Mexicana também pediu que paróquias, sacerdotes, famílias e fiéis intensifiquem as orações pela saúde do Papa, confiando sua recuperação à intercessão da Virgem de Guadalupe.

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No Peru, a presidente Keiko Fujimori manifestou tristeza pela notícia e convocou a população a formar uma grande corrente de oração pelo Pontífice. Em sua mensagem, ela invocou o Senhor dos Milagres e destacou os laços de afeto entre Leão XIV e o povo peruano.

A Arquidiocese de Lima, por sua vez, pediu cautela diante de especulações sobre a visita apostólica prevista para novembro.

Segundo o porta-voz Juan José Dioses, a viagem permanece confirmada por enquanto, mas qualquer decisão dependerá da evolução clínica do Papa e das orientações médicas.

O roteiro anunciado prevê passagens pelo Uruguai, pela Argentina e pelo Peru, entre os dias 6 e 17 de novembro. No Uruguai, o cardeal Daniel Sturla afirmou que existe a possibilidade de adiamento caso os médicos considerem necessário prolongar a recuperação ou iniciar tratamentos.

No Chile, o governo do presidente José Antonio Kast desejou ao Papa uma recuperação rápida e completa, destacando os laços históricos entre o país e a Santa Sé.

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Em comunicado, as autoridades chilenas manifestaram solidariedade a Robert Prevost e aos fiéis católicos.

Já na Colômbia, o ex-presidente Gustavo Petro também desejou uma rápida recuperação a Leão XIV. Em mensagem publicada no X, ele convocou uma "batalha espiritual" em favor de uma humanidade livre, da verdade e da luz, defendendo uma mobilização pacífica contra a violência e as forças que, em sua avaliação, ameaçam a vida.

Petro também evocou São Francisco de Assis, lembrando o princípio de que "os últimos devem vir primeiro". Para o ex-presidente, esse ensinamento deve servir de fundamento social, ético e político para aproximar a humanidade.

As manifestações internacionais ocorrem após a cirurgia para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar, procedimento que, segundo as informações divulgadas pelo Vaticano, foi concluído sem complicações. A intervenção incluiu a retirada do lobo inferior do pulmão direito.

Enquanto governos, lideranças religiosas e fiéis expressam solidariedade, a evolução do estado de saúde do Pontífice será determinante para definir os próximos passos de sua agenda, especialmente a viagem apostólica à América do Sul prevista para novembro. 

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