O papa Leão XIV visitará a sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, no dia 25 de setembro, para discutir inteligência artificial (IA), educação, paz e os desafios impostos pelas novas tecnologias.
A informação consta em um comunicado da organização divulgado no último sábado (8). A visita foi organizada a convite de Khaled El-Enany, diretor-geral da Unesco.
De acordo com a entidade, o encontro será dedicado aos desafios contemporâneos relacionados à inteligência artificial, à integridade da informação, à educação e à criação artística na era marcada pelo avanço acelerado da IA.
A programação prevê a realização de mesas-redondas e um discurso do Santo Padre. O encontro também deverá abordar a necessidade de garantir que o desenvolvimento tecnológico esteja associado à proteção da dignidade humana e dos grupos mais vulneráveis.
A passagem de Leão XIV terá ainda um significado histórico, tendo em vista que será a primeira vez em mais de 40 anos que um papa visita a sede da Unesco. O último encontro papal na organização ocorreu em 1980, quando João Paulo II esteve em Paris.
Para a Unesco, a visita de Robert Prevost demonstra uma "profunda convergência" entre as prioridades do Vaticano e as da organização, especialmente em relação à "necessidade de um humanismo diante da rápida transformação tecnológica".
Entre os pontos destacados estão a proteção das pessoas mais vulneráveis e a defesa da dignidade humana como princípio central da inovação.
Durante o evento, Unesco e Santa Sé também deverão assinar um acordo-quadro destinado a fortalecer a cooperação entre as duas instituições na área de inteligência artificial.
Segundo a Unesco, seu compromisso global com o desenvolvimento de competências, a educação e a formação, aliado às normas éticas adotadas pela organização em 2021, está em sintonia com a encíclica mais recente do Papa, "Magnifica Humanitas".
O documento defende a preservação da autonomia intelectual das futuras gerações e alerta para a necessidade de assegurar que o avanço tecnológico não aconteça em detrimento da liberdade de pensamento e do pensamento crítico. .