Papa Leão condena pena de morte em meio a avanço por execuções nos EUA

24 abr 2026 - 17h32

O papa Leão ‌condenou a pena de morte pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira, pedindo sua abolição nos Estados Unidos, no momento em que o governo do presidente Donald Trump se movimenta para ampliar os métodos de execução de presos ⁠federais.

Em uma mensagem enviada à Universidade DePaul, em Chicago, para ‌marcar o 15º aniversário da abolição da pena de morte pelo Estado de Illinois, o papa disse ‌que a Igreja Católica ensinou que ‌toda vida humana é sagrada desde o momento ⁠da concepção.

Publicidade

"O direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos", disse o papa. "Por essa razão, somente quando uma sociedade salvaguarda a santidade da vida humana é que ela floresce e prospera."

Leão afirmou ‌que sistemas prisionais eficazes podem proteger os cidadãos e, ao ‌mesmo tempo, preservar ⁠a possibilidade ⁠de redenção para pessoas condenadas por crimes graves.

Os comentários foram feitos ⁠um dia após um ‌jornalista questioná-lo sobre notícias ‌de ondas de execuções no Irã. "Condeno todas as ações que são injustas. Condeno o ato de tirar a vida das pessoas. Condeno a pena capital", respondeu ⁠o papa.

Mais cedo nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA disse que o governo deve expandir os métodos disponíveis para a realização de execuções federais, citando como motivo dificuldades na ‌obtenção de medicamentos para injeções letais.

Publicidade

Em um relatório, o departamento disse que os protocolos de execução deveriam ser ⁠modificados para incluir métodos como pelotões de fuzilamento, eletrocussão e asfixia com gás, além da injeção letal.

A medida segue a promessa de Trump de retomar a pena capital. Seu antecessor, Joe Biden, comutou as sentenças de 37 condenados federais no corredor da morte, deixando três na fila de execução.

Primeiro pontífice norte-americano, o papa Leão repreendeu o governo Trump no ano passado, criticando a repressão do governo aos migrantes e denunciando repetidamente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã.

Trump, por sua vez, chamou Leão de "terrível".

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações