Papa Leão aprova filipino Tagle como primeiro decano asiático do colégio de cardeais católicos

9 out 2026 - 15h08
Resumo
O papa Leão aprovou a eleição do cardeal filipino Luis Tagle como novo decano do colégio de cardeais, tornando-o o primeiro asiático a liderar o grupo responsável por conduzir futuros conclaves. Aos 69 anos, o ex-arcebispo de Manila e atual líder do Dicastério para a Evangelização substitui o italiano Giovanni Battista Re, de 92 anos, que se aposenta. Tagle, que atuará no cargo por cinco anos, era aliado próximo do papa Francisco e já figurou entre os cotados para o papado no conclave de 2025.

O papa Leão aprovou a eleição do cardeal filipino Luis Tagle como decano do colégio de cardeais da Igreja Católica, informou o Vaticano nesta sexta-feira, na primeira vez que um ⁠clérigo asiático é escolhido para liderar esse grupo ‌de elite que, um dia, elegerá o sucessor de Leão.

Ex-arcebispo de Manila, Tagle atua ‌como autoridade de alto escalão ‌do Vaticano desde 2020. Ele era ⁠amplamente considerado um provável candidato ao papado no conclave de maio de 2025, que elegeu Leão para liderar a Igreja após a morte do papa Francisco.

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Tagle, de 69 anos, substitui o ‌cardeal italiano Giovanni Battista Re, de 92 anos, ‌que está se ⁠aposentando.

Leão, ⁠de 71 anos, é relativamente jovem para um papa, pratica ⁠esportes e ‌goza de boa saúde.

O ‌decano do colégio de cardeais é considerado o "primeiro entre iguais" entre os clérigos de mais alto escalão da Igreja e é ⁠responsável por conduzir o processo secreto do conclave, realizado na Capela Sistina, assim que um papa morre ou renuncia.

O decano, eleito por seus pares e aprovado ‌pelo papa, cumpre um mandato de cinco anos que pode ser renovado uma vez, de ⁠acordo com a lei da Igreja. O cargo tem sido ocupado principalmente por europeus, mas foi exercido pelo falecido cardeal beninense Bernardin Gantin de 1993 a 2002.

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Tagle era visto como um aliado próximo do papa Francisco e é conhecido por seu sorriso contagiante, sendo às vezes chamado pelo apelido carinhoso de "Chito". Ele lidera o Dicastério para a Evangelização do Vaticano, que é, na prática, o braço missionário da Igreja.

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