Papa lava pés de padres e alerta para mundo 'de joelhos diante de brutalidade'

Leão XIV retomou tradição interrompida por Francisco em sua 1ª Ceia do Senhor

2 abr 2026 - 13h51
(atualizado às 14h18)

O papa Leão XIV disse nesta quinta-feira (2) que a humanidade está "de joelhos diante da brutalidade" e indicou que é uma "blasfêmia" tentar vencer "matando".

As declarações foram dadas durante a missa "In Coena Domini" ("Ceia do Senhor"), tradicional rito da Quinta-Feira Santa marcado pela cerimônia de lava-pés, na Basílica de São João de Latrão, em Roma.

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Durante o último pontificado, Francisco inaugurou o costume de lavar os pés de grupos marginalizados na sociedade, se ajoelhando perante presidiários e refugiados em penitenciárias ou abrigos, mas Leão XIV, em sua primeira Semana Santa no comando da Igreja Católica, recuperou a tradição de fazer o ritual em uma basílica papal e com 12 padres.

A celebração remete ao relato bíblico em que Jesus Cristo lavou os pés de seus discípulos durante a Última Ceia. "Com seu gesto, Jesus purifica a imagem de Deus das idolatrias e blasfêmias que a mancharam, mas purifica também a nossa imagem do homem, que se considera poderoso quando domina, que quer vencer matando quem lhe é igual, que se considera grande quando é temido", disse o pontífice em sua homilia.

"Face a uma humanidade de joelhos devido a muitos exemplos de brutalidade, ajoelhemo-nos também nós, como irmãos e irmãs dos oprimidos", acrescentou. Em seguida, Robert Prevost lavou e beijou os pés de 12 sacerdotes, dos quais 11 foram ordenados por ele mesmo, mas sem se ajoelhar.

No pontificado anterior, Francisco costumava fazer o rito de lava-pés de joelhos e com mulheres, presidiários, transexuais, refugiados e até fiéis de outras religiões.

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A Missa da Ceia do Senhor faz parte do calendário de rituais da Semana Santa, que prosseguirá nesta sexta-feira (3), com a Via Crucis no Coliseu de Roma. Na ocasião, o próprio Leão XIV carregará a cruz através das estações que simbolizam a Paixão de Cristo.

Na noite de sábado (4), o Papa fará a vigília pascal na Basílica de São Pedro, e, no domingo (5), celebrará a missa de Páscoa e pronunciará a mensagem "Urbi et Orbi" ("À cidade e ao mundo"), na qual abordará as principais crises da atualidade.

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