O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, defendeu nesta quinta-feira (2) a criação de um "corredor humanitário" para o transporte de fertilizantes no Estreito de Ormuz para evitar uma nova crise alimentar global.
O chanceler participou por videoconferência de uma reunião virtual sobre o Irã convocada pelo Reino Unido e que teve a presença de representantes de 35 países, na esteira do bloqueio de uma rota marítima crucial para o escoamento da produção de petróleo, gás e derivados do Golfo Pérsico.
"Tajani, juntamente com colegas como o ministro holandês e o vice-ministro dos Emirados [Árabes Unidos], defendeu a necessidade de um percurso com a ONU para criar o quanto antes um 'corredor humanitário', principalmente para fertilizantes e para tudo o que for necessário para evitar uma nova crise alimentar, especialmente nos países africanos", diz um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores de Roma.
"É vital garantir o transporte de fertilizantes e outros bens humanitários através do Estreito de Ormuz", acrescenta a nota. O ministro também reiterou a disponibilidade da Itália de avaliar a "participação em iniciativas multilaterais para garantir a passagem segura de navios no estreito", desde que sob mandato das Nações Unidas.
Tajani ainda defendeu uma "desescalada imediata" no Oriente Médio e um "retorno ao diálogo diplomático". "O bloqueio do Estreito de Ormuz tem impactos diretos na segurança das rotas marítimas, no abastecimento energético global e na segurança alimentar", afirma o comunicado.