'Ostentação de força compromete a paz', diz Papa em Mônaco

Leão XIV é o 1º pontífice na história moderna a visitar o principado

28 mar 2026 - 10h06
(atualizado às 10h34)

Em uma histórica visita do Principado de Mônaco, o papa Leão XIV alertou neste sábado (28) que a "ostentação de força" compromete a paz no mundo.

Papa Leão XIV é recebido no palácio real de Mônaco
Papa Leão XIV é recebido no palácio real de Mônaco
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Essa é a primeira vez na história moderna que um pontífice vai a um dos menores países do mundo, encravado na costa mediterrânea da França. Também é a segunda viagem internacional de Robert Prevost desde que assumiu o trono de Pedro, em maio de 2025, após a visita de novembro passado à Turquia e ao Líbano.

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"Estou feliz por passar este dia convosco e por ser, assim, o primeiro dos sucessores do apóstolo Pedro a visitar, nos tempos modernos, o Principado do Mônaco, uma Cidade-Estado que se distingue pelo profundo vínculo que a une à Igreja de Roma e à fé católica", disse o Papa em sua visita de cortesia ao príncipe Albert II.

"Voltada para o Mediterrâneo e situada entre os países fundadores da unidade europeia, essa terra tem, na sua independência, uma vocação para o encontro e o cuidado da amizade social, hoje ameaçados por um clima generalizado de fechamento e autossuficiência", acrescentou Leão XIV.

Segundo o pontífice americano, o tamanho pequeno do principado e sua "herança espiritual" empenham o país a lutar por "direito e justiça", especialmente em um "momento histórico em que a ostentação da força e a lógica da prevaricação prejudicam o mundo e comprometem a paz".

As declarações chegam na esteira dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, que têm motivado repetidos apelos de paz por parte do Papa, embora ele não tenha citado nenhum país em específico em seu discurso.

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Leão XIV volta ao Vaticano ainda neste sábado, mas já tem outras viagens programadas para o primeiro semestre de 2026. A próxima será na África, entre 13 e 23 de abril, com escalas na Argélia, em Camarões, em Angola e na Guiné Equatorial.

Já entre 6 e 12 de junho, Prevost viajará à Espanha, que não recebe um pontífice desde 2011.

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