A Organização das Nações Unidas (ONU) exortou Israel a "liberar imediatamente e sem condições" o ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abukeshek, membros da Flotilha Global Sumud.
"Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população na Faixa Gaza, que se encontra em extrema necessidade", afirmou o porta-voz da ONU para os Direitos Humanos, Thameen Al-Kheetan, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (6).
Os dois militantes "continuam detidos sem acusação formal", frisou o representante das Nações Unidas, citando relatos "perturbadores de "maus-tratos severos", que "devem ser investigados".
Ávila e Abukeshek foram capturados em águas internacionais em 29 de abril, durante uma missão da Flotilha Global Sumud que tentava levar ajuda humanitária à Gaza.
Para a ONU, a prisão de Ávila e de Abukeshek é "arbitrária", sendo baseada em uma "legislação antiterrorista vaga e genérica, incompatível com o direito internacional dos direitos humanos".
A Justiça de Israel prorrogou até domingo (10) a detenção do brasileiro e do espanhol-palestino. Os dois são acusados de envolvimento com "organização terrorista" e de "ajudar um inimigo de guerra", o grupo fundamentalista islâmico Hamas.
Na noite de terça-feira (5), a mãe de Ávila, Teresa Regina de Ávila e Silva, morreu aos 63 anos, em Brasília. A informação foi confirmada no Instagram da Flotilha Global Sumud, segundo a qual, ela "enfrentou por anos uma grave doença", sem especificar qual. .