Socorristas encontraram mais dois corpos nos escombros de um prédio que desabou na tarde da última quinta-feira (30) em Messina, no sul da Itália.
Uma das vítimas, identificada como Rosa Leone, teve os restos mortais removidos dos destroços pelos bombeiros na madrugada deste sábado (1º), enquanto o outro cadáver foi localizado, mas ainda não foi recuperado nem reconhecido.
Com isso, o número de mortos no desabamento em Messina subiu para três, mas o balanço ainda pode se agravar. Rosa era irmã de Carmelo Leone, primeiro morto identificado na tragédia, e quatro pessoas seguem desaparecidas.
Entre elas estão o marido de Rosa, Santino Magazzù, e uma irmã dela e de Carmelo, Sara, todos italianos. Os outros com paradeiro desconhecido são o empregado doméstico Lhairu Warnakulasuriya, natural do Sri Lanka, e a italiana Alessandra Frazzica, atendente de uma loja chinesa que funcionava no primeiro andar do edifício.
O prédio abrigava estabelecimentos comerciais no térreo e no primeiro andar e residências no segundo. Cinco pessoas ficaram feridas em estado grave, e as causas da tragédia ainda estão sendo apuradas.
"Neste momento, a investigação está sendo conduzida de forma abrangente e busca esclarecer uma série de questões, incluindo se havia obras em andamento para resolver problemas ? não sabemos se eram estruturais ou simplesmente de reforma", disse o procurador de Messina, Antonio D'Amato, que chefia o inquérito sobre o desabamento.
"Os andares desabaram uns sobre os outros, então ou havia algo muito pesado, ou provavelmente havia um defeito estrutural, e é isso que estamos investigando agora", reforçou o chefe da Defesa Civil na região da Sicília, Salvo Cocina.
Segundo ele, ainda há "esperanças" de encontrar sobreviventes nos escombros. .