Durante uma coletiva de imprensa ao lado de Viktor Orbán, Marco Rubio afirmou que as relações entre a Hungria e os Estados Unidos estavam entrando em uma "era dourada" e deu a entender que Washington poderia ajudar financeiramente Budapeste.
"O presidente Trump está profundamente comprometido com o seu sucesso, porque o seu sucesso é também o nosso", declarou Marco Rubio em Budapeste. "Queremos que este país vá bem. Isso faz parte do nosso interesse nacional, especialmente enquanto o senhor for primeiro-ministro e líder deste país", acrescentou.
"Estamos entrando em uma era dourada das relações entre nossos países, não apenas por causa da convergência de opiniões de nossos povos, mas também graças à relação que o senhor mantém com o presidente dos Estados Unidos", disse.
As eleições legislativas de 12 de abril prometem ser as mais disputadas desde que o partido Fidesz, de Viktor Orbán, chegou ao poder em 2010.
Viktor Orbán é muito popular entre a ultradireita americana por causa de sua hostilidade à imigração e de suas posições conservadoras em temas sociais. Em desacordo com a União Europeia em diversos assuntos, ele também demonstra proximidade com o presidente russo Vladimir Putin, assim como o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico, que também recebeu a visita de Marco Rubio.
Em Budapeste, o chefe da diplomacia americana fez questão de afirmar que o resultado das eleições de abril dependeria da escolha dos eleitores húngaros, ao mesmo tempo em que deixou a entender que apenas uma vitória de Viktor Orbán permitiria ao país se beneficiar da generosidade americana.
"Se vocês enfrentarem dificuldades financeiras, se o crescimento econômico encontrar obstáculos, se houver ameaças à estabilidade do país, sei que o presidente Trump terá grande interesse, por causa da relação que mantém com o senhor e da importância deste país, em encontrar maneiras de ajudá-los", disse Marco Rubio.
Situação econômica desfavorável na Hungria
A Hungria enfrenta uma inflação muito elevada desde o início da guerra na Ucrânia, que fez disparar os preços da energia, enquanto Budapeste depende totalmente de Moscou para seu abastecimento. O crescimento econômico do país está estagnado há três anos.
Embora as pesquisas de intenção de voto indiquem que ele poderá ser derrotado em abril, Viktor Orbán anunciou cortes de impostos, aumentou salários e incentivou empréstimos imobiliários com juros baixos, ampliando o déficit orçamentário e correndo o risco de reativar a inflação.
A hipótese de um "plano de resgate" americano, como o que beneficiou o presidente Javier Milei antes das recentes eleições na Argentina, é frequentemente mencionada tanto na Hungria quanto nos Estados Unidos.
Com AFP