As doze badaladas da meia-noite soaram primeiro nos países do Pacífico, como na Nova Zelândia, onde a capital, Wellington, se iluminou com fogos de artifício, dando início às festividades pelo mundo. As celebrações de Ano-Novo em Sydney tiveram um tom solene, com a observação de um minuto de silêncio em memória das vítimas do atentado na praia de Bondi, antes que nove toneladas de fogos iluminassem o grande porto australiano à meia-noite em ponto.
Em Hong Kong, o grande show de fogos previsto na baía Victoria foi cancelado em homenagem às 161 pessoas que morreram no incêndio de um complexo residencial em novembro. Na Síria, onde uma tempestade de neve cobriu o norte do país, moradores se reuniram em Damasco para celebrar o Ano-Novo, pouco mais de um ano após a queda do ditador Bashar al-Assad.
Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, milhares de pessoas, residentes e turistas, se reuniram aos pés do Burj Khalifa, a torre mais alta do mundo, para assistir aos fogos e projeções espetaculares no famoso arranha-céu. Em Paris, a festa aconteceu, como de costume, perto da Torre Eiffel.
No Brasil, no Rio de Janeiro, uma multidão tomou a praia de Copacabana para a "maior celebração de Ano-Novo" reconhecida pelo Guinness. Em Nova York, milhares de pessoas assistiram à tradicional descida da bola na Times Square.
Netanyahu na virada com Trump?
Donald Trump, a cerca de 2.000 quilômetros dali, organizava sua própria festa em sua residência na Flórida, acompanhado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, segundo um vídeo publicado online por um influenciador conservador.
Em seus votos, o presidente americano optou por se mostrar confiante para 2026, ano das eleições de meio de mandato. "Não é ótimo ter uma FRONTEIRA FORTE, sem inflação, um exército poderoso e uma economia próspera? Feliz Ano Novo!", declarou.
Já o líder chinês, Xi Jinping, trocou votos de fim de ano com o presidente russo, Vladimir Putin, lembrando que 2025 "marca um avanço na parceria estratégica global de coordenação China-Rússia". Na Coreia do Norte, Kim Jong Un homenageou seus soldados que "lutam corajosamente nos campos de batalha em terras estrangeiras", referindo-se aos desdobramentos em apoio ao aliado russo na guerra da Ucrânia.
Esporte e espaço
Os próximos doze meses serão marcados por eventos esportivos, espaciais e debates sobre inteligência artificial. A Copa do Mundo de futebol terá 48 equipes, 104 partidas e três países-sede - Estados Unidos, México e Canadá. Ela se estenderá por quase seis semanas - de 11 de junho a 19 de julho - em 16 estádios, às vezes separados por milhares de quilômetros.
Mais de 50 anos após a última missão lunar do programa Apollo, 2026 também pode marcar o envio de naves tripuladas para a órbita da Lua. Adiada várias vezes, a missão americana Artemis 2 está prevista para o início do ano, até abril no máximo.
As preocupações com a IA - alimentadas por exemplos de desinformação, acusações de violação de direitos autorais, demissões em massa e estudos sobre seu pesado impacto ambiental - podem se intensificar. Investidores temem, inclusive, que o entusiasmo pela tecnologia seja apenas uma bolha especulativa.
Segundo a consultoria americana Gartner, os gastos globais com IA devem ultrapassar US$ 2 trilhões em 2026. Há também preocupações com a continuidade dos fenômenos meteorológicos extremos ocorridos em 2025, de incêndios florestais na Europa à seca na África e inundações mortais na Ásia, agravados pelo desequilíbrio climático provocado pelas atividades humanas.
Com agências