Os proprietários do bar Le Constellation, Jacques e Jessica Moretti, serão investigados na Itália pelo Ministério Público de Roma, que apura o caso do incêndio que deixou mais de 40 vítimas em Crans-Montana, na Suíça.
Os procuradores romanos, liderados por Francesco Lo Voi, acusam o casal de desastre culposo e homicídio culposo múltiplo, além de incêndio criminoso e lesão corporal grave agravada por violação das normas de prevenção de acidentes.
O processo em Roma, recebido das autoridades suíças, inclui as transcrições dos depoimentos dos feridos, que relataram o que aconteceu na noite do trágico incêndio. "Ninguém nos deu qualquer informação. Não havia material à prova de fogo no local, e as chamas se alastraram em questão de segundos, estando fechadas as saídas de emergência?, contaram alguns sobreviventes.
Para as autoridades, é incontestável que as normas de segurança mais básicas não eram seguidas no Constellation.
"Os extintores de incêndio não foram acionados", afirmou um dos feridos, enquanto algumas testemunhas se lembraram de ter visto Jessica Moretti fugir em meio às chamas.
Além dos proprietários do bar, o prefeito de Crans-Montana, Nicolas Féraud, também poderá ser alvo do inquérito em Roma. Na Suíça, o MP do cantão de Valais investiga nove suspeitos pelo incêndio.
A tragédia ocorreu durante as celebrações de Ano Novo e deixou 41 mortos, incluindo seis adolescentes italianos, e 115 feridos.