Subiu para 53 o número de mortos pelo terremoto que atingiu a Indonésia na manhã de sábado (15). As autoridades confirmaram ainda outros 135 feridos.
Cerca de 5 mil pessoas foram evacuadas na ilha de Flores após o sisma de magnitude 7,7 na escala Richter, que gerou um alerta de tsunami. Pelo menos 341 réplicas foram registradas nas horas seguintes, segundo Berton Suar Pelita Panjaitan, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB).
Moradores de algumas áreas ficaram sem eletricidade e sem conexões telefônicas, enquanto pelo menos uma estrada utilizada para chegar às áreas afetadas permanece intransitável.
A Farnesina atualizou neste domingo (16) o número de italianos na ilha de Flores: há cerca de 700 não residentes registrados no programa do governo "Onde estamos no mundo".
O grupo de 13 bolonheses que fazia turismo em Flores conseguiu deixar o local neste domingo e chegar a Bali, de onde partirá o voo de retorno para a Itália.
No momento do sisma, os turistas de Bolonha estavam em um barco no arquipélago de Komodo. Após o alerta de tsunami comunicado pelos guias que os acompanhavam, todos seguiram para a costa da vila mais próxima, onde pegaram um veículo que os levou a um local mais elevado.
Eles foram transferidos para um novo hotel na ilha de Flores após o alojamento em que estavam ter sofrido alguns danos com o tremor.
O terremoto ocorreu 5h58 do horário local ao largo da costa da ilha de Flores e teve seu epicentro a 68 quilômetros da cidade de Ende, na província de Nusa Tenggara Oriental, segundo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Cerca de 12 horas depois, um segundo terremoto, de magnitude 6,9, foi registrado na Indonésia a milhares de quilômetros de distância de onde ocorreu o primeiro, na ilha de Sumatra, no oeste do arquipélago.
O epicentro ocorreu em Pematangsiantar, a cerca de 126 quilômetros a sudeste de Medan, a capital da ilha, a uma profundidade de 183 quilômetros, e nenhum alerta de tsunami foi emitido. Não há relatos de vítimas e feridos até o momento.
O vasto arquipélago indonésio está sujeito a frequentes atividades sísmicas e vulcânicas devido à sua localização no Círculo de Fogo do Pacífico. .