Governos da Moldávia, Ucrânia e Rússia minimizaram a alegação norueguesa de que um drone russo ameaçou o avião de Volodymyr Zelensky a caminho de Oslo. Segundo Chisinau, o artefato caiu a 160 km do aeroporto, e Kiev considerou o risco exagerado, enquanto o Kremlin negou a ameaça. Apesar de afastar o perigo ao líder ucraniano, autoridades moldávias alertaram para o aumento de violações em seu território, registrando a queda de 17 drones de Moscou apenas no mês de agosto.
O governo da Moldávia minimizou as declarações do primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, de que um drone russo teria se aproximado do avião do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, enquanto ele estava a caminho de Oslo.
O porta-voz do governo de Chisinau afirmou que o país fechou seu espaço aéreo logo após a entrada de um drone de Moscou vindo do território ucraniano. No entanto, o dispositivo caiu e explodiu a aproximadamente 160 quilômetros do aeroporto.
Uma fonte da Presidência da Ucrânia, por sua vez, confirmou à agência francesa AFP que "houve um alerta na Moldávia quando um drone entrou no espaço aéreo do país e da Romênia", acrescentando que foi "exagerada" a alegação de que Zelensky correu risco de morte.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a "suposta ameaça" ao avião do presidente ucraniano "não existiu".
Embora o episódio envolvendo Zelensky tenha sido minimizado pelo governo moldávio e pela fonte ucraniana, o primeiro-ministro de Chisinau, Vasile Tofan, alertou que o país tem sido cada vez mais afetado pela presença de drones russos.
"Somente em agosto, 17 drones atingiram nosso território. Isso é mais do que ocorreu em todo o ano anterior", afirmou o chefe de governo.