Moderna anuncia parceria para desenvolver vacina contra cepa Bundibugyo do ebola

A empresa de biotecnologia Moderna anunciou, nesta segunda-feira (1), ter firmado uma parceria com a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi), uma fundação internacional que financia projetos independentes de pesquisa de vacinas contra ameaças epidêmicas e pandêmicas.

1 jun 2026 - 09h06

O objetivo é desenvolver um imunizante contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pela epidemia atualmente em curso no leste da República Democrática do Congo. A Cepi se comprometeu a investir até US$ 50 milhões (cerca de 43 milhões de euros) para apoiar o desenvolvimento pré-clínico e os primeiros ensaios clínicos da candidata a vacina experimental da Moderna.

A Cepi informou ainda que investirá até US$ 8,6 milhões em uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e fabricada pelo Serum Institute of India, além de US$ 3,2 milhões em uma vacina desenvolvida pela International AIDS Vaccine Initiative.

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A Organização Mundial da Saúde recomendou, na semana passada, dar prioridade a diversos medicamentos experimentais, incluindo anticorpos, antivirais e vacina,para o tratamento e a prevenção do BDBV. 

Quatro enfermeiras que estavam sendo tratadas por um caso de Ebola causado pela cepa Bundibugyo do vírus deixaram o hospital de Bunia, na República Democrática do Congo (RDC), após se recuperarem, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) no domingo.

Outras recuperações são esperadas e ocorrem quando os pacientes são diagnosticados precocemente e têm acesso aos cuidados. Um técnico de laboratório também se recuperou no início da semana, informou a agência, elevando para cinco o número total de pessoas curadas do vírus.

O número de casos confirmados de ebola na RDC subiu para 282, com 42 mortes, após o registro de 19 novos testes positivos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Comunicação. No início do mês, a OMS declarou que o surto causado pela rara cepa Bundibugyo do vírus na RDC e em Uganda constituía uma emergência de saúde pública de importância internacional, embora não atendesse aos critérios de uma emergência pandêmica.

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Centrafricanos temem que o surto se espalhe. Na imagem, profissionais de saúde no Centro Médico Evangélico em Bunia, na província de Ituri, na RDC, em 31 de maio de 2026.
Centrafricanos temem que o surto se espalhe. Na imagem, profissionais de saúde no Centro Médico Evangélico em Bunia, na província de Ituri, na RDC, em 31 de maio de 2026.
Foto: RFI

Casos suspeitos no Brasil e Itália

Casos suspeitos ligados a viagens a países afetados estão sendo analisados no Brasil e na Itália. No Brasil, um homem suspeito de estar com ebola em São Paulo testou positivo para meningite. Outro caso suspeito surgiu no Rio de Janeiro, onde o paciente testou positivo para malária.

Ambos os pacientes haviam viajado para a RDC e Uganda. Em nenhum dos casos, o diagnóstico exclui a possibilidade de ebola, acrescentaram as autoridades.

Na Itália, os protocolos relativos a um caso suspeito de ebola foram ativados em Cagliari, capital da Sardenha, para um homem que retornou do Congo no sábado de avião e apresentava alguns sintomas. O Ministério da Saúde daquele país declarou, na manhã desta segunda, que ele testou negativo e que o risco de propagação da doença na Itália permanece "muito baixo".

Com agências

A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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