Minnesota processa governo Trump para barrar aumento de agentes federais de imigração

12 jan 2026 - 20h03

Minnesota entrou na Justiça contra o governo de Donald Trump nesta segunda-feira, buscando bloquear um aumento de agentes de imigração no Estado, atitude que ocorre após a morte a tiros ‌de uma mulher na semana passada por agentes federais.

O processo, que cita a secretária de ‌Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) dos EUA, Kristi Noem, e várias autoridades de imigração dos EUA, pede que um tribunal federal em Minnesota declare o aumento inconstitucional e ilegal, além de impedir o governo federal de prender cidadãos norte-americanos e portadores ‍de visto sem causa provável de que tenham cometido um crime.

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O governo federal, republicano, enviou policiais federais para várias cidades e estados -- boa parte deles governados por democratas -- no que Trump diz ser uma repressão à imigração ilegal ‌e a outros crimes, inclusive corrupção. Líderes democratas, por sua ‌vez, acusaram Trump de abuso de poder com motivação política.

O Departamento de Segurança Interna não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o processo.

A tensão explodiu em Minnesota na semana passada, quando um agente da Alfândega e Imigração dos EUA atirou e matou Renee Good, de 37 anos, mãe de três filhos que observava a ação da polícia federal. Noem acusou Good de terrorismo doméstico, dizendo que ela estava tentando atropelar o policial com seu veículo, enquanto críticos da administração Trump organizaram uma série de protestos para denunciar os tiros como injustificados.

"Milhares de agentes do DHS, armados e mascarados, invadiram as Cidades Gêmeas (Minneapolis e Saint Paul) para realizar batidas militarizadas, assim como paradas e prisões perigosas, ilegais e inconstitucionais em locais públicos sensíveis, incluindo escolas e hospitais -- tudo sob o pretexto de aplicação legítima das leis de imigração", diz o processo.

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O Estado também busca a proibição de que oficiais norte-americanos ameacem ‌usar força física ou brandam armas contra pessoas que não estejam sujeitas a uma prisão por imigração, além de outros limites à atuação federal de aplicação da lei.

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