O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que as negociações nucleares entre os Estados Unidos e o país persa ocorrerão na cidade de Mascate, em Omã, na próxima sexta-feira (6).
O site de notícias americano Axios, citando fontes familiarizadas com o assunto, afirmou que a cúpula acontecerá após forte pressão de diversos líderes árabes e muçulmanos sobre o governo do presidente Donald Trump.
Segundo uma fonte próxima às negociações, a Casa Branca concordou em se reunir com uma delegação de Teerã "por respeito" aos pedidos de seus aliados e com o objetivo de "continuar a trilhar o caminho diplomático".
A novidade representa um passo significativo nas tensões em curso entre os dois países e pode abrir caminho para um diálogo mais aprofundado sobre as questões nucleares do Irã, em meio à intensificação dos apelos internacionais pela retomada das negociações, que estavam paralisadas.
De acordo com o Axios, as delegações haviam concordado inicialmente em se reunir em Istambul, na Turquia, com a participação de outros países do Oriente Médio como observadores. No entanto, os iranianos manifestaram o desejo de transferir as negociações para Omã e realizá-las em formato bilateral, a fim de garantir que o foco fosse exclusivamente o programa nuclear, e não outros temas, como mísseis.
Por outro lado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em coletiva de imprensa que, para que as negociações com o Irã alcancem resultados significativos, elas devem "incluir discussões sobre mísseis balísticos".
Já em entrevista à NBC, Trump declarou que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, "deveria estar preocupado" neste momento, em razão dos avanços nas conversas entre os países.
"Ele [Khamenei] deveria estar muito preocupado. Como você sabe, eles [o governo iraniano] estão negociando conosco. Aniquilamos o programa nuclear deles. Se eu não tivesse agido, não teríamos paz no Oriente Médio", declarou o republicano, acrescentando que o Irã atualmente é "um desastre". .