"Em breve, Dahiyeh (subúrbio do sul de Beirute) se assemelhará a Khan Younis", declarou o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, em mensagem publicada no Telegram, numa referência à cidade devastada pela guerra no sul da Faixa de Gaza.
No âmbito da ofensiva contra o Hezbollah, aliado de Teerã, o Exército israelense ordenou nesta quinta-feira que moradores de todos os bairros do sul de Beirute deixassem a região "imediatamente" para garantir sua sobrevivência.
Israel, que lançou com os Estados Unidos um ataque conjunto contra o Irã no sábado, iniciou na madrugada de segunda-feira uma campanha de bombardeios massivos no Líbano, alegando atingir instalações e posições do Hezbollah. O grupo havia atacado o território israelense para "vingar" a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto durante o ataque americano‑israelense a Teerã, também no sábado.
"O Hezbollah cometeu um erro e pagará caro por isso. Estamos atacando a cabeça do polvo no Irã e, ao mesmo tempo, cortaremos seu tentáculo do Hezbollah", afirmou Smotrich. "Vocês quiseram trazer o inferno para nós e acabaram trazendo para si mesmos", acrescentou ele em vídeo que acompanhava a mensagem.
Ajuda da França
O número de mortos no Líbano desde que o país foi arrastado para o conflito regional, na segunda-feira, subiu para 102, com 638 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês nesta quinta-feira. O órgão alertou que o total pode aumentar, já que os hospitais continuam recebendo vítimas. O balanço anterior registrava 77 mortes.
O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu nesta quinta-feira ao presidente francês, Emmanuel Macron, que intervenha junto a Israel para impedir novos bombardeios nos subúrbios do sul de Beirute, após a ordem de retirada dos moradores.
Durante conversa telefônica, Aoun solicitou que Macron "interceda para evitar que os subúrbios do sul sejam alvejados" e que ofereça apoio "para alcançar um cessar-fogo o mais rápido possível", segundo comunicado da presidência libanesa.
A França manifestou na quinta-feira apoio ao Líbano e prometeu ações urgentes para apoiar a população deslocada no sul do Líbano.