A cidade de Milão confirmou sua posição como capital de província com maior renda per capita na Itália, com índice de 40.316 euros (R$ 236 mil), o que significa um crescimento anual de 3,3%.
É o que diz um estudo divulgado pela consultoria Excellera, a partir de dados disponibilizados pelo Ministério da Economia e das Finanças e referentes a 2024. A capital da Lombardia é seguida no pódio por Monza, com 35.628 euros (R$ 209 mil, +3,5%), e Bergamo, com 34.263 euros (R$ 201 mil, +2,5%).
Todas ficam na região da Lombardia, polo industrial e financeiro do norte da Itália, historicamente mais rico e desenvolvido que o sul. O top 10, dominado pela porção setentrional do país, ainda inclui Pavia (32.821 euros, ou R$ 192 mil), Bolonha (32.302 euros, ou R$ 189 mil), Treviso (32.195 euros, ou R$ 188 mil), Pádua (31.737 euros, ou R$ 185,8 mil), Siena (31.681 euros, ou R$ 185,5 mil), Parma (31.574 euros, ou R$ 184,9 mil) e Lecco (31.554 euros, ou R$ 184,7 mil).
Já a capital Roma tem renda per capita de 31.423 euros (R$ 184 mil), enquanto Nápoles, maior metrópole da Itália meridional, aparece na parte de baixo da tabela, com 24.388 euros (R$ 143 mil).
Quando se leva em conta todos os municípios do país, o mais rico é Maccastorna, vilarejo de 70 habitantes situado na província de Lodi, também na Lombardia, com renda per capita de 72.157 euros (R$ 422 mil), uma alta de 195,8% em um ano.
Segundo a Excellera, o salto do município na classificação se deve provavelmente à "transferência de residência de um ou poucos contribuintes de alta renda".
Entre as regiões, o ranking confirma mais uma vez o abismo entre o norte e o sul do país: a Lombardia lidera a tabela com 29.421 euros (R$ 172 mil), seguida pelo Trentino-Alto Ádige (27.978 euros, ou R$ 164 mil) e pela Emilia-Romagna (27.434 euros, ou R$ 161 mil).
Já a outra ponta da classificação tem três regiões da Itália meridional: Puglia (19.936 euros, ou R$ 117 mil), Molise (19.889 euros, ou R$ 116 mil) e Calábria (18.474 euros, ou R$ 108 mil).