A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, interveio diretamente junto ao CEO da Ericsson no país, Andrea Missori, fazendo a empresa cancelar a demissão coletiva de 131 funcionários em Gênova. A reestruturação corporativa ameaçava o polo de tecnologia local e gerava tensões políticas. A reversão das dispensas, solicitada pessoalmente pela premiê, foi celebrada por ministros, autoridades municipais e trabalhadores, aliviando o impacto no emprego regional.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, telefonou nesta segunda-feira (5) para o CEO da Ericsson no país, Andrea Missori, e conseguiu que a filial da multinacional sueca de telecomunicações revertesse dezenas de demissões em sua unidade de Gênova.
"Após discussões iniciadas pessoalmente pela premiê com a alta direção da Ericsson, a empresa decidiu cancelar o processo de demissão coletiva que afetava 131 trabalhadores", informaram fontes do Palazzo Chigi.
Ainda segundo as fontes consultadas, "diante da exploração política em torno do caso, que corria o risco de acirrar tensões em detrimento dos trabalhadores", Meloni decidiu intervir pessoalmente telefonando para o executivo da Ericsson.
O impasse, observaram as fontes, "decorreu da decisão da Ericsson de iniciar um processo de demissão coletiva como parte de uma reorganização corporativa, gerando preocupações quanto ao impacto no emprego e ao futuro do polo de tecnologia e pesquisa em Gênova".
O ministro das Empresas e do Made in Italy, Adolfo Urso, mostrou satisfação que a Ericsson tenha aceitado o pedido de Meloni para suspender as demissões de seus funcionários. Já Silvia Salis, prefeita de Gênova, agradeceu à primeira-ministra pelos esforços.
"A notícia foi motivo de grande satisfação, especialmente para os trabalhadores e suas famílias, que viveram semanas de preocupação. Este resultado foi possível graças à luta dos trabalhadores, que mantiveram a disputa em ampla visibilidade. A intervenção do governo foi necessária e saudamos o resultado", concluiu.