A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, criticou nesta segunda-feira (13) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por suas declarações controversas contra o papa Leão XIV.
O pontífice americano foi chamado de "fraco" e acusado de agir como "político" pelo republicano em uma longa mensagem publicada na Truth Social, um ataque sem precedentes que marca um rompimento incomum entre a Casa Branca e a Santa Sé.
"Achei que o objetivo da minha declaração desta manhã estivesse claro, mas vou reiterá-lo de forma ainda mais enfática. Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump dirigidas ao Santo Padre", afirmou Meloni.
A líder italiana acrescentou que o Papa é o chefe da Igreja Católica e destacou ser "correto e natural que ele peça a paz e condene todas as formas de guerra".
Em sua mensagem, Trump reivindicou para si o fato de Robert Francis Prevost ter sido eleito como sucessor de Francisco e afirmou que o religioso é "leniente" em relação às armas nucleares atribuídas ao Irã.
Antes de Meloni, instituições católicas também reagiram às críticas do magnata. O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Paul Coakley, lamentou o uso de "palavras tão depreciativas sobre o Santo Padre".
A Conferência Episcopal Italiana, por sua vez, também criticou as declarações de Trump e manifestou "solidariedade e afeto" ao líder da Igreja Católica. .