Mattarella frisa que disseminação de fake news influencia opinião pública

'É fundamental implementar regulamentação do uso da IA', pontuou

26 out 2026 - 10h29
(atualizado às 10h42)
Resumo
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, alertou que a desinformação e as notícias falsas na internet moldam perigosamente a opinião pública e afetam toda a sociedade. Diante desse cenário, Mattarella defendeu uma ação ágil para conter o uso descontrolado da inteligência artificial, apontando a necessidade de regulamentação para proteger direitos fundamentais e o interesse coletivo, elogiando os avanços já implementados pela União Europeia como referência internacional.

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, destacou nesta segunda-feira (26) como a manipulação de informações pode influenciar a opinião pública.

Mattarella lembrou que 'fake news' afetam todas as esferas da sociedade
Mattarella lembrou que 'fake news' afetam todas as esferas da sociedade
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"É evidente, hoje, como a manipulação de informações, incluindo a disseminação de notícias falsas, valendo-se das possibilidades oferecidas pela internet, pode influenciar a opinião pública e moldar atitudes e escolhas", declarou Mattarella na cerimônia de abertura do 5º Festival de Regiões e Províncias Autônomas.

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Para o chefe de Estado, o fenômeno das "fake news" afeta todas as esferas sociais, e "não apenas a comercial".

A influência da manipulação de informações no mercado é algo "frequentemente observado no cotidiano", observou Mattarella, para quem é "necessário agir de forma rápida e eficaz para evitar a prevalência de usos inadequados e descontrolados" da inteligência artificial, que é "uma tecnologia extraordinária".

"É fundamental estabelecer e implementar uma regulamentação adequada [do uso da IA]", prosseguiu o presidente italiano.

"A União Europeia já estabeleceu um dos marcos regulatórios mais avançados em nível internacional, capaz de orientar o desenvolvimento e, se necessário, limitar as aplicações de sistemas de IA, de modo a impedir usos que contrariem o interesse geral e os direitos fundamentais", concluiu. 

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