Líderes mundiais reagem à reeleição de Lula: 'Viva a democracia'

Nas redes sociais, presidentes de diferentes espectros políticos parabenizaram o presidente e falaram sobre os próximos passos das relações com o Brasil

26 out 2026 - 10h35
Resumo
A histórica reeleição de Lula, que reverteu a desvantagem do primeiro turno contra Flávio Bolsonaro, repercutiu amplamente no cenário internacional. Chefes de Estado da América Latina, inclusive de correntes políticas opostas, parabenizaram o petista e destacaram a soberania popular e a cooperação regional. Parceiros do BRICS, como Índia e África do Sul, além de líderes da Europa e da Ucrânia, reforçaram o compromisso com alianças estratégicas bilaterais e com a atuação global do Brasil.

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25), após o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), provocou uma série de manifestações internacionais. Presidentes e primeiros-ministros recorreram às redes sociais para parabenizar o presidente e sinalizar como pretendem conduzir as relações com o Brasil no novo mandato.

Reeleição de Lula provoca manifestações da América Latina, Europa, África e Ásia sobre os próximos passos das relações com o Brasil
Reeleição de Lula provoca manifestações da América Latina, Europa, África e Ásia sobre os próximos passos das relações com o Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Perfil Brasil

A vitória também marcou uma mudança em relação ao primeiro turno. Flávio havia terminado a primeira etapa com 47,03% dos votos, ou 56,1 milhões, contra 45,16% de Lula, equivalente a 53,8 milhões. No segundo turno, então, o petista reverteu a vantagem e se tornou o primeiro candidato, desde o início da República, a chegar atrás na primeira votação e vencer a eleição presidencial na etapa seguinte.

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Reeleição de Lula mobiliza líderes da América Latina

Na América Latina, as manifestações partiram inclusive de presidentes com diferenças políticas e ideológicas em relação ao brasileiro. No México, Claudia Sheinbaum celebrou o resultado destacando a participação popular: "Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Parabéns presidente Lula!"

Na Colômbia, Abelardo De La Espriella lembrou que apoiou Bolsonaro na disputa brasileira e que Lula havia respaldado Iván Cepeda na eleição colombiana. Entretanto, colocou a soberania das urnas acima dessas diferenças. "Nem Lula decide pelos colombianos nem eu decido pelos brasileiros. ¡DECIDE O POVO!", afirmou.

Ao falar sobre os próximos passos da relação bilateral, De La Espriella citou temas como Amazônia, narcotráfico, mineração ilegal e cooperação entre os dois países. "Colômbia e Brasil são países irmãos, com enormes desafios e oportunidades compartilhados", detacou.

José Antonio Kast, líder do Chile, optou pelo contato direto e informou que telefonou para o presidente brasileiro. "Chile e Brasil têm muito futuro em comum e continuarão trabalhando por uma agenda que potencialize as relações entre nossos países em integração econômica e combate ao crime organizado na região", afirmou.

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Já Daniel Noboa, do Equador, relacionou a aproximação regional à existência de problemas que ultrapassam as fronteiras nacionais. "Parabéns @LulaOficial por esta vitória. Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos", disse.

Na Bolívia, Rodrigo Paz apontou a proximidade histórica entre os dois países: "Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Continuaremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações".

Líderes destaca decisão do povo brasileiro

Santiago Peña, do Paraguai, direcionou sua mensagem para os projetos conjuntos entre os dois lados da fronteira. "Saúdo o povo brasileiro por esta grande jornada democrática. O Paraguai e o Brasil compartilham uma agenda comum de integração e desenvolvimento. Continuaremos trabalhando juntos pelo bem-estar do nosso povo", declarou.

No Peru, Keiko Fujimori mencionou a Amazônia entre os campos de interesse comum. "Próximos ao bicentenário de nossas relações diplomáticas, reafirmo nossa vontade de fortalecer nossa aliança estratégica, a integração, a cooperação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia que compartilhamos, em benefício de ambos os povos", destacou.

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Miguel Díaz-Canel, de Cuba, adotou um tom mais político ao falar sobre o resultado brasileiro e sobre a integração regional. "Pode Brasil contar com Cuba na construção da unidade e integração de nossa Pátria Grande, latino-americana e caribenha", disse.

Ademais, no Uruguai, Yamandú Orsi também informou que conversou diretamente com Lula depois da votação: "O parabenizei pela vitória e pela festa democrática que representa um processo eleitoral." José Raúl Mulino, do Panamá, foi mais breve: "Continuaremos trabalhando juntos por nossos países."

Já Luis Abinader, da República Dominicana, relacionou o novo mandato brasileiro a uma agenda mais ampla para a região. "Que neste quadriênio renovado continuemos trabalhando juntos por uma América Latina mais integrada e próspera", afirmou.

Países do BRICS destacam parceria com o Brasil

Fora da América Latina, parte das reações veio de líderes de países que dividem com o Brasil espaços de articulação internacional, como o BRICS. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, indicou que pretende ampliar a relação estratégica com Brasília em diferentes áreas.

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"Aguardo com expectativa trabalhar de perto com ele para aprofundar ainda mais e expandir a multifacetada Parceria Estratégica Índia-Brasil. Juntos, continuaremos a fortalecer nossa cooperação em diversos setores, avançar as prioridades compartilhadas do Sul Global e trabalhar por um mundo mais inclusivo, equitativo e sustentável", destacou.

Na África do Sul, Cyril Ramaphosa afirmou que "esta vitória ecoará além das costas do Brasil." "É uma vitória para o sul global e as forças progressistas em todo o mundo. Reafirmamos nosso compromisso de continuar fortalecendo as relações bilaterais entre nossos dois países e trabalhando de perto juntos em todos os fóruns multilaterais para forjar uma ordem mundial justa e melhor", complementou.

Europa e Ucrânia apontam próximos passos da relação

Na Europa, Emmanuel Macron colocou a parceria estratégica com o Brasil no centro de sua manifestação. "A França e o Brasil têm muito a construir juntos. Diante dos grandes desafios do nosso tempo, reforcemos nossa parceria estratégica e façamos viver a amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo", disse.

Luis Montenegro, de Portugal, destacou os vínculos históricos, linguísticos e econômicos que conectam os dois países: "Países irmãos, unidos pela História, por uma língua que tanto nos aproxima e afirma internacionalmente e por profundos laços humanos que se fortalecem diariamente. É essa parceria que queremos continuar a aprofundar."

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a disputa brasileira recebeu atenção fora do país e destacou a atuação do Brasil no cenário internacional. "A campanha eleitoral no Brasil foi intensa, e muitos ao redor do mundo acompanharam de perto seus desdobramentos, momentos-chave e declarações [...] Estamos ansiosos para expandir nossa cooperação e parabenizamos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por seus notáveis resultados eleitorais", ressaltou.

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