Maduro faz aceno aos EUA e sugere conversas sérias

2 jan 2026 - 07h43

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um aceno ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propondo conversas sérias sobre o combate ao tráfico de drogas e oferecendo às empresas norte-americanas acesso imediato ‌ao petróleo venezuelano.

Maduro disse que a Venezuela é um "país irmão" dos Estados Unidos e um governo amigável. ‌Ele observou que, quando ele e Trump conversaram pela última vez em novembro, o presidente dos EUA reconheceu sua autoridade ao se dirigir a ele como "sr presidente".

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O homem forte venezuelano de longa data falou em uma entrevista que foi filmada na véspera de Ano Novo e transmitida pela TV ‍estatal venezuelana na noite do dia de Ano Novo.

Na transmissão, Maduro e seu entrevistador caminham por uma zona militarizada da capital Caracas. Mais tarde, Maduro assume o volante de um carro com o jornalista no banco do passageiro e a esposa do presidente, Cilia Flores, ‌no banco de trás -- um gesto que os analistas interpretaram como uma ‌tentativa de projetar confiança em meio aos temores de um ataque dos EUA, apesar de Maduro ter reduzido suas aparições públicas nas últimas semanas.

Os comentários representam uma mudança no tom de Maduro em relação aos Estados Unidos desde que este último lançou um reforço militar em grande escala no sul do Caribe. Trump acusa o "ilegítimo" Maduro de administrar um narcoestado e ameaçou tirá-lo do poder.

Maduro nega veementemente as ligações com o crime e disse que os EUA estão tentando destituí-lo para assumir o controle das vastas reservas de petróleo e dos depósitos de minerais de terras raras da Venezuela.

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Em um evento pouco antes do Natal, Maduro pediu a Trump que se concentrasse nos desafios domésticos, dizendo: "Sinceramente, se eu falar com ele novamente, direi que cada um deve cuidar de seus assuntos internos."

Nos últimos comentários, Maduro declarou a seu entrevistador: "Para o povo dos Estados Unidos, digo o que sempre disse: a Venezuela é um país irmão... um governo amigo."

"Precisamos começar a falar seriamente, com os fatos em mãos. O governo dos EUA sabe disso, porque dissemos isso ‌muitas vezes a seus interlocutores, que se eles quiserem falar seriamente sobre acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos para fazê-lo. Se eles querem o petróleo da Venezuela, a Venezuela está pronta para aceitar investimentos dos EUA, como os da Chevron, quando, onde e como eles quiserem fazê-los."

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