Maduro denuncia presença de agentes da CIA na Venezuela

Para líder chavista, plano mira 'colapso interno' em Caracas

21 nov 2025 - 10h20
(atualizado às 10h25)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou a presença ativa de agentes da Inteligência dos Estados Unidos em sua nação. De acordo com o chefe de Estado, o objetivo dessas operações é atacar a infraestrutura estratégica de Caracas, provocando um "colapso interno".

Rosto de Maduro ilustra mural em Caracas
Rosto de Maduro ilustra mural em Caracas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em um discurso na TV, o líder chavista argumentou que essas supostas incursões miram paralisar a rede elétrica nacional e as instalações da indústria petrolífera, setores que, segundo analistas independentes, já operam em condições precárias devido à falta de investimento e manutenção.

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Maduro alegou ainda que as ações dos agentes da CIA fazem parte de um plano para "prejudicar a economia" local e provocar um colapso interno na Venezuela.

Na última terça-feira (18), o jornal The New York Times publicou uma reportagem afirmando que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria aprovado um plano para operações secretas de sua agência de inteligência, a CIA.

Segundo a reportagem, citando fontes, a iniciativa teria como objetivo preparar o terreno para eventuais ações do governo norte-americano em território venezuelano, possivelmente abrindo caminho para uma campanha militar mais ampla.

Paralelamente, Trump também teria autorizado uma nova rodada de negociações discretas que resultou em uma proposta para que Maduro renunciasse dentro de alguns anos.

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Enquanto isso, as Forças Armadas americanas permanecem no Mar do Caribe e no Pacífico, onde realizaram ataques contra supostas embarcações de narcotraficantes, causando mortes. 

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