Lula, na Assembleia da ONU, reafirmou críticas ao "genocídio" em Gaza, condenou ataques do Hamas e defendeu o fim da guerra no Oriente Médio.
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o fim da guerra no Oriente Médio. O brasileiro ressaltou, mais uma vez, que o que acontece na Faixa de Gaza é "genocídio". "Este massacre não aconteceria sem a cumplicidade de todos”, disse Lula.
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Embora tenha adotado uma posição pró-Palestina e de críticas a Israel desde o início do conflito, Lula condenou os atos terroristas do Hamas. O tom da crítica pode ter sido uma resposta do petista às críticas de opositores que o acusavam de defender a Palestina e não criticar o Hamas.
"Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Absolutamente nada justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes”, disse Lula.
No discurso, Lula ainda fez um aceno ao povo judeu. “Em Gaza, fome é usado como arma de guerra e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente. Quero expressar minha admiração aos judeus que, dentro e fora de Israel, se opõem a esta punição coletiva", afirmou Lula.
Segundo o governo brasileiro, a paz, segurança e a estabilidade no Oriente Médio passa pela implementação de um Estado da Palestina, independente e viável, coexistindo lado a lado como Estado de Israel, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como capital.
"[Sem o Estado da Palestina], o povo palestino corre o risco de desaparecer”, acrescentou Lula.