Elly Schlein, líder do Partido Democrático (PD), declarou-se pronta para encabeçar a oposição e disputar o cargo de primeira-ministra da Itália contra Giorgia Meloni. Durante a assembleia nacional da legenda, Schlein rejeitou amplas alianças fora do campo progressista e defendeu um programa comum unificado. O partido aprovou a prorrogação do seu mandato além de 2027 para coincidir com as eleições gerais e a definiu formalmente como a candidata da sigla, mesmo em caso de primárias.
A líder de oposição Elly Schlein, do Partido Democrático (PD), anunciou neste domingo (18) que está pronta para liderar a aliança progressista italiana como candidata a primeira-ministra, com ou sem a realização de eleições primárias.
A declaração foi feita durante a assembleia nacional do partido, em Roma, onde ela defendeu a construção de um programa comum e a união das forças de oposição ao governo de Giorgia Meloni.
"Estou pronta para liderar esta comunidade como candidata a primeira-ministra, com ou sem primárias", declarou Schlein.
Segundo ela, o próximo passo é reunir as demais forças progressistas para "finalizar um programa comum". A dirigente também destacou a elaboração de uma resolução com 21 pontos de convergência nas áreas econômica e social.
Schlein defendeu a ampliação da aliança, que reúne forças políticas que governam diferentes regiões do país, e rejeitou a possibilidade de buscar acordos mais amplos com setores de fora do campo progressista.
"Chega de grandes acordos, estamos aqui para vencer com nossa aliança progressista", afirmou.
A líder do PD também ressaltou a unidade do partido, lembrando as previsões de que sua liderança não duraria seis meses e de que a legenda se dividiria após as dificuldades eleitorais de 2022.
"Alguém já havia escrito o obituário do Partido Democrático, e em vez disso, nós erguemos a cabeça. Eles apostaram que nos dividiríamos, mas hoje a legenda está mais unida do que nunca", concluiu ela, dirigindo-se ao presidente Stefano Bonaccini.
Posteriormente, a assembleia do Partido Democrático aprovou por unanimidade a prorrogação do mandato de sua líder para os casos em que o término coincidir com um ano de eleições gerais.
A decisão, na prática, permite que Schlein permaneça na liderança da legenda além da data originalmente prevista, 12 de março de 2027. A votação foi realizada remotamente e registrou uma abstenção e um voto contrário.
Além disso, o PD aprovou uma moção que estabelece que, em caso de eleições primárias, a secretária do partido será designada como candidata da legenda. A proposta recebeu 578 votos favoráveis, três contrários e 26 abstenções.