Itália se opõe à cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz

Trump havia anunciado taxas de 20% na rota marítima, mas desistiu

14 jul 2026 - 13h49

O vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, destacou nesta terça-feira (14) o posicionamento "contrário" de Roma em relação à possibilidade de cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz.

    "Apoiamos a liberdade de navegação e nos opomos a qualquer tipo de pedágio" no Estreito, disse Tajani.

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    De acordo com o chanceler, "a introdução de taxas em Ormuz abriria um precedente perigoso".

    "Para um país exportador como a Itália, trata-se, certamente, de um desdobramento negativo", concluiu.

    A declaração de Tajani ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado, na segunda-feira (13), que cobraria uma taxa de 20% sobre as mercadorias que transitam pelo Estreito de Ormuz, de modo "a cobrir a segurança" fornecida por suas tropas na rota comercial marítima.

    No entanto, hoje, o chefe de Estado de Washington recuou da ideia.

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    "Com base em conversas altamente produtivas com lideranças do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso aos EUA de 20% por acordos comerciais e de investimento que os vários países do Golfo realizarão conosco", escreveu Trump no Truth.

    As tensões entre EUA e Irã, em guerra desde fevereiro, se intensificaram nos últimos dias devido à disputa pelo controle de Ormuz. Ainda assim, as negociações entre as partes continuam.

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