O vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, declarou nesta segunda-feira (1°) a necessidade de uma desescalada do conflito no Líbano, com "Israel trabalhando mais ao lado das Nações Unidas".
"O Hezbollah tem grande responsabilidade porque continua lançando mísseis contra Israel", e "Israel, por sua vez, deveria ter mais confiança na Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) e trabalhar mais com a ONU, além de fortalecer o papel do exército regular libanês", disse Tajani em entrevista ao programa Morning News, do Canal 5.
O chefe da diplomacia de Roma elogiou o presidente do Líbano, Joseph Aoun, "que é amigo da Itália, um homem de grande equilíbrio, cristão, que trabalha pela estabilidade".
"Espero que a mediação americana liderada pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, possa, em breve, levar ao anúncio de uma nova situação em Beirute", adicionou Tajani.
Segundo um funcionário dos Estados Unidos, Rubio conversou com Aoun e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre as negociações em andamento no Oriente Médio.
"Para avançar nessas tratativas, os EUA propuseram um plano claro: o Hezbollah deve cessar todos os seus ataques. Em troca, Israel se absterá de qualquer escalada em Beirute", informou o funcionário ao descrever as discussões entre os líderes.
De acordo com o oficial americano, Aoun tentou promover essa solução, mas "a resposta do presidente da Assembleia Nacional, Nabih Berri, foi evasiva e decepcionante", já que ele é um aliado do grupo fundamentalista.
De sua parte, o Hezbollah exige que Israel interrompa as hostilidades primeiro.
Hoje as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que "continuarão a atacar o Líbano como um todo, de Dahyeh a Tiro".
"Onde quer que haja uma ameaça aos cidadãos israelenses e às IDF, agiremos para eliminá-la", declarou o porta-voz do Exército Effie Defrin.
Já o Hezbollah afirmou que seus combatentes ainda lutam contra as tropas israelenses perto do Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, um dia depois de as IDF anunciarem a captura da fortaleza estratégica e de suas tropas hastearem a bandeira do país judeu no local. .