O presidente da Itália, Sergio Mattarella, e diversas outras autoridades do país relembraram, neste domingo (19), os 34 anos do assassinato do juiz Paolo Borsellino, que, ao lado de Giovanni Falcone, tornou-se um dos símbolos da luta contra a máfia na década de 1990.
"O massacre da Via D'Amelio, ocorrido dois meses após o atentado de Capaci, abalou profundamente a consciência da nação. Representou o ápice de uma trama subversiva que visava subjugar as instituições democráticas e a própria liberdade do povo italiano", disse o mandatário.
Em sua mensagem, Mattarella afirmou que, graças à "contribuição" de "homens e mulheres das forças de segurança, do Judiciário e das instituições públicas", essa "trama subversiva" foi "derrotada". Além disso, o chefe de Estado comentou que o país ficou mais forte após capturar e condenar os executores e os mentores intelectuais do ataque.
O presidente italiano acrescentou que Borsellino "pagou com a própria vida pelo seu compromisso como magistrado", assim como outras cinco pessoas que morreram no atentado.
"Trinta e quatro anos após o massacre, nosso sentimento de solidariedade e proximidade permanece firme junto às famílias de todos aqueles que defenderam nossa comunidade contra o câncer da máfia. Borsellino e Falcone são símbolos do ressurgimento cívico do país. Por meio de seu profissionalismo e coragem, construíram casos para julgamentos que, anteriormente, eram impossíveis de realizar", comentou.
Relembre o caso
Borsellino e Falcone eram os juízes responsáveis por uma série de investigações contra a máfia siciliana "Cosa Nostra", e ambos foram assassinados em atentados cometidos por mafiosos.
No dia 19 de julho de 1992, em Palermo, um Fiat 126 repleto de explosivos foi detonado em frente à casa da mãe de Borsellino, no exato momento em que ele chegava à residência com uma escolta de cinco policiais. Entre as vítimas também estavam Agostino Catalano, Emanuela Loi, Vincenzo Li Muli, Walter Eddie Cosina e Claudio Traina.
O atentado ocorreu quase dois meses depois do Massacre de Capaci, quando a máfia tirou a vida do também juiz Giovanni Falcone, de sua esposa e de três policiais. .