Itália critica detenção de ativistas na Cisjordânia e condena plano de Netanyahu

Ministro Tajani exigiu que mulheres sejam libertadas imediatamente

23 out 2026 - 13h59
(atualizado às 14h10)
Resumo
O chanceler da Itália, Antonio Tajani, exigiu a libertação imediata de cinco ativistas italianas detidas por Israel na Cisjordânia enquanto apoiavam agricultores palestinos, classificando o ato como inaceitável. Tajani também condenou o plano do premiê Benjamin Netanyahu de impor um fechamento total da região após a morte de soldados israelenses. Embora defenda o desarmamento do Hamas e a segurança de Israel, o ministro reforçou o apoio à criação pacífica de um Estado palestino soberano.

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, criticou duramente a detenção de cinco ativistas italianas pelas autoridades israelenses na Cisjordânia.

Ministro Tajani exigiu que mulheres sejam libertadas imediatamente
Ministro Tajani exigiu que mulheres sejam libertadas imediatamente
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As prisões ocorreram no vilarejo de al-Bweib, no território palestino, enquanto as cidadãs italianas acompanhavam agricultores locais durante a colheita de azeitonas.

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"Exigimos a libertação imediata das cinco italianas detidas pelas Forças de Defesa de Israel. Esperamos que elas possam retornar à Itália nas próximas horas. O que aconteceu é inaceitável; elas não estavam cometendo crime algum", disse Tajani durante uma reunião em Istambul, na Turquia.

As circunstâncias exatas da detenção do quinteto ainda não estão claras. As forças de segurança israelenses afirmaram que as ativistas participavam de uma colheita de azeitonas em uma zona militar restrita, sem coordenação prévia com as autoridades israelenses, e que posteriormente se recusaram a se identificar.

A tarefa é fundamental para a economia da Cisjordânia, e ativistas internacionais frequentemente acompanham os agricultores na tentativa de evitar ataques de colonos israelenses, que se tornaram mais frequentes nos últimos anos.

Nesta semana, outros dois italianos, Alberto e Manuel Tartarotti, pai e filho naturais de Bolzano, foram detidos na região e posteriormente expulsos.

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O chanceler italiano também criticou o anúncio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de impor um "fechamento total" da Cisjordânia após um ataque a tiros realizado por dois palestinos armados, que resultou na morte de dois soldados israelenses.

"Não concordamos com isso. Apoiamos o povo palestino em seu sonho de, finalmente, ter um Estado e viver em paz ao lado de Israel, país que, por sua vez, deve ter sua própria segurança garantida. No entanto, atacar a população palestina, especialmente vilarejos cristãos pacíficos, não é o caminho para resolver a questão da segurança de Israel", declarou o político.

Tajani também concordou que o grupo fundamentalista islâmico Hamas "precisa ser desarmado" e que os "terroristas devem ser neutralizados por meio de um desarmamento completo". No entanto, ressaltou que "não podemos ignorar a importância de concretizar a criação de um Estado palestino". .

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