O governo de Israel minimizou nesta terça-feira (14) a decisão da Itália de suspender uma parceria entre os dois países no setor de defesa.
Em declaração à ANSA, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense disse que não se trata de um "acordo de segurança", mas sim de um "memorando de entendimento de muitos anos atrás e que nunca teve um conteúdo concreto".
"Isso não prejudicará a segurança de Israel", acrescentou. O memorando havia entrado em vigor em 13 de abril de 2016, com renovação automática a cada cinco anos, e previa a troca de equipamentos militares e pesquisas tecnológicas no âmbito das forças armadas.
"Considerando a situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel", afirmou a premiê Giorgia Meloni durante uma visita à feira de vinhos Vinitaly, em Verona, nesta terça-feira.
O governo da Itália tem adotado uma postura crítica em relação às ações de Israel no Oriente Médio, sobretudo no Líbano, onde possui um contingente no âmbito da missão de paz da ONU no país árabe, a Unifil.
No fim de março, Roma convocou o embaixador israelense a prestar esclarecimentos sobre a decisão de proibir o patriarca católico de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, de rezar uma missa pelo Domingo de Ramos no Santo Sepulcro.
Já na semana passada, a gestão Meloni convocou novamente o representante de Israel, desta vez por conta dos disparos contra um veículo italiano da Unifil.
O governo israelense, por sua vez, convocou o embaixador italiano em Tel Aviv para protestar contra uma declaração do vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, que definiu como "inaceitáveis" os bombardeios contra civis no Líbano.