Israel mata porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã em novo ataque

Ali Mohammad Naini era considerado um dos principais propagandistas do regime iraniano

20 mar 2026 - 08h31

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta sexta-feira (20) a morte de seu porta-voz, Ali Mohammad Naini, durante um ataque que atribuiu aos Estados Unidos e a Israel.

    Em comunicado divulgado por sua agência oficial Sepah News, o corpo militar afirmou que Naini foi "martirizado em um covarde e criminoso ataque terrorista perpetrado pelo lado americano-sionista ao amanhecer".

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    As circunstâncias exatas da operação não foram detalhadas pelas autoridades iranianas. Mas pouco depois, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram oficialmente a morte do porta-voz em um ataque aéreo ocorrido durante a madrugada.

    De acordo com o porta-voz das IDF, Naini desempenhava papel central na estrutura de comunicação da Guarda Revolucionária, tendo ocupado diversos cargos na área de propaganda.

    Nos últimos dois anos, ele era considerado o principal responsável pela disseminação de conteúdo institucional do grupo.

    "Naini difundia a propaganda do regime a seus aliados no Oriente Médio com o objetivo de influenciar e promover ataques contra Israel", afirmou o Exército israelense em comunicado.

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    Por fim, as IDF enfatizaram que a morte do porta-voz "se soma a uma série de eliminações de dezenas de figuras de alto escalão do regime iraniano durante a operação [guerra]".

    A morte de Naini ocorreu logo após ele emitir um alerta contestando as reivindicações navais do governo de Donald Trump no Oriente Médio. Segundo a imprensa local, o porta-voz teria ironizado a declaração do republicano de que a Marinha iraniana havia sido destruída, além de ter desafiado os EUA a enviarem enviar navios ao Golfo Pérsico.

    O iraniano também teria insistido que Teerã continuava produzindo mísseis, apesar dos ataques em andamento, e criticado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

    Até o momento, no entanto, autoridades norte-americanas não se pronunciaram oficialmente sobre a acusação de envolvimento na ofensiva. .

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