O ataque integra uma série de ofensivas lançadas pelo Irã contra Israel e países do Golfo aliados aos Estados Unidos, em retaliação à morte do guia supremo Ali Khamenei, ocorrida na véspera durante uma operação israelo-americana. A escalada acontece em um contexto de forte instabilidade no Oriente Médio e aprofunda o clima de incerteza no país, segundo a Reuters.
Enquanto a ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano prossegue, o secretário‑geral da ONU, Antonio Guterres, alertou para "uma sucessão de eventos que ninguém poderá controlar". O papa Leão XIV também fez um apelo para interromper a "espiral de violência".
Em retaliação ao ataque que matou vários altos responsáveis iranianos no sábado (28), a República Islâmica lançou ofensivas em múltiplas direções contra diversos países vizinhos, especialmente aqueles que abrigam bases americanas, e contra Israel, onde oito pessoas morreram no domingo, segundo os serviços de resgate.
Os Guardiões da Revolução afirmam ter atacado o porta-aviões americano Abraham Lincoln, estacionado no Golfo há semanas. O braço ideológico das forças armadas iranianas afirmou ainda ter lançado um ataque "de grande envergadura" contra "o inimigo". Um responsável iraniano destacou que Teerã mirou as bases americanas instaladas em países vizinhos, e não esses países em si.
Em paralelo, Israel interceptou um míssil iraniano sobre o território sírio, de acordo com uma fonte do Ministério do Interior da Síria citada pela AFP. Jornalistas da agência em Damasco relataram ter ouvido uma forte explosão no meio do dia, atribuída à interceptação israelense.
Em nova ameaça, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica prometeu desencadear em breve sua maior ofensiva contra instalações militares dos Estados Unidos na região e contra Israel. O presidente americano Donald Trump advertiu Teerã que qualquer retaliação será respondida com "uma força sem precedentes".