O governo de Israel anunciou que assumirá o controle da chamada "zona de segurança" no sul do Líbano, até o rio Litani, localizado cerca de 30 km da fronteira.
A informação foi divulgada pelo jornal The Guardian, citando o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, nesta terça-feira (24).
Segundo ele, "todas as cinco pontes sobre o Litani foram destruídas, e as Forças de Defesa de Israel (IDF) passarão a controlar as restantes, assim como toda a zona de segurança até o rio".
Katz alertou ainda que "centenas de milhares de libaneses" que evacuaram para o norte não poderão retornar ao sul do rio até que a segurança seja restabelecida no norte de Israel.
O ministro afirmou também que as pontes eram utilizadas pelo Hezbollah para transportar terroristas e armas, e voltou a criticar o governo libanês por não cumprir o compromisso de desarmar o grupo fundamentalista.
O rio Litani delimita a zona de exclusão estabelecida pela resolução 1701 da ONU, que definiu o cessar-fogo após a guerra de 2006 entre o Hezbollah, grupo libanês pró-Irã, e Israel.
Em resposta ao anúncio israelense, o Hezbollah disse à Reuters que continuará a lutar contra a ocupação, considerando-a "um risco existencial para o Líbano enquanto Estado".
Desde o início do mês, Israel realiza uma operação terrestre no sul do Líbano, descrita como "limitada", contra o Hezbollah, que disparou foguetes contra o território israelense para vingar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
No último fim de semana, tropas israelenses iniciaram a demolição de pontes sobre o rio Litani, que ligam uma faixa de 30 km no sul do país ao restante do território libanês.
De acordo com a Defesa do premiê Benjamin Netanyahu, o Exército também vai "acelerar a destruição das casas libanesas nos vilarejos de contato" na fronteira. .