O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou a existência de negociações com os Estados Unidos, após o presidente Donald Trump ter relatado conversas "muito positivas" Teerã e Washington.
"Desmentimos o que foi declarado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito de negociações em curso entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã", disse a chancelaria em um comunicado citado pela rede britânica BBC.
"O Irã mantém sua posição de recusar qualquer tipo de negociações antes de alcançar os objetivos derivados da guerra", acrescentou o ministério.
Poucos minutos antes, Trump havia anunciado o adiamento por "cinco dias" dos prometidos ataques contra infraestruturas energéticas iranianas. Segundo o mandatário, os dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio".
Ao menos publicamente, o Irã tem dito que só aceitaria conversar mediante o fim das bases militares americanas na região, o compromisso de não retomar a guerra no futuro e o pagamento de indenizações ao país.
Na noite do último sábado (21), Trump havia dado um ultimato de 48 horas para Teerã liberar o Estreito de Ormuz, sob pena de os EUA destruírem as centrais energéticas do país, que ameaçou reagir contra infraestruturas de energia dos EUA e de Israel.
Por sua vez, o site israelense Ynet disse nesta segunda-feira (23) que está em discussão um possível acordo para o Irã liberar o Estreito de Ormuz, enquanto os EUA se comprometeriam a não atacar centrais elétricas. Um cessar-fogo mais amplo seria discutido em uma fase posterior.
Enquanto isso, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta segunda uma nova onda de ataques contra a infraestrutura do regime em Teerã.