Irã afirma ter atingido porta‑aviões dos EUA e declara estar pronto para invasão terrestre

Em meio à expansão do conflito no Oriente Médio, o Irã afirmou nesta quinta-feira (5) que drones militares atingiram um porta‑aviões americano e advertiu que qualquer ofensiva terrestre contra seu território seria um "desastre" para os adversários.

5 mar 2026 - 16h42

A televisão estatal iraniana afirmou, nesta quinta-feira, que drones da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do país, atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, posicionado na região do Golfo desde o fim de janeiro. A emissora não forneceu mais detalhes.

Na segunda-feira, a Guarda Revolucionária já havia declarado ter acertado o porta‑aviões com quatro mísseis iranianos, uma alegação contestada pelo Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações no Oriente Médio.

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O Irã também afirmou nesta quinta-feira estar "preparado" para enfrentar uma possível invasão terrestre, que, segundo Teerã, seria um "desastre" para seus adversários.

"Estamos prontos para qualquer eventualidade, até mesmo um desembarque", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, à NBC News. "Estamos esperando por eles. Temos certeza de que podemos enfrentá‑los, e que isso seria desastroso para eles", acrescentou. As declarações surgem em meio notícias veiculadas pela imprensa americana, negadas pela Casa Branca, sobre um suposto plano dos EUA de apoiar milícias curdas para derrubar o governo iraniano.

Araghchi também afirmou que o Irã "não tem intenção" de fechar o Estreito de Ormuz, embora não descarte essa possibilidade caso Israel e os Estados Unidos intensifiquem a guerra.

"Não temos intenção de fechar o estreito neste momento", afirmou. "Não fomos nós que o fechamos. Os navios e petroleiros é que evitam atravessá‑lo porque temem ser atacados por um dos lados."

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O chanceler reiterou que Teerã não busca um cessar‑fogo nem pretende voltar a negociar com os Estados Unidos. "Já negociamos com eles duas vezes, e em ambas as ocasiões fomos atacados no meio das negociações", declarou, referindo‑se ao conflito anterior, em junho de 2025, que durou 12 dias. "Não estamos pedindo cessar‑fogo. Não vemos motivo para negociar com os Estados Unidos."

Sucessor de Khamenei

No sexto dia da guerra no Oriente Médio, o presidente americano Donald Trump afirmou que "deve estar envolvido" na escolha do sucessor do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto em um ataque conjunto israelense‑americano no sábado.

"O filho de Khamenei não é aceitável", declarou Trump. "Queremos alguém que traga paz e harmonia ao Irã", disse, mencionando um dos nomes cotados para assumir o cargo.

Com AFP

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