O Irã decidiu adiar o funeral do guia supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morto em um bombardeio americano e israelense no último sábado (28), enquanto o país continua sob fogo intenso de seus inimigos.
A cerimônia de despedida do clérigo que comandou o Irã com mão de ferro por 37 anos estava prevista para esta quarta (4), em Teerã, porém teve de ser postergada, segundo anúncio feito pela TV estatal iraniana, que continua operando apesar de sua sede ter sido atacada pelas forças israelenses.
"A cerimônia de adeus do imã martirizado foi adiada", disse a emissora, que prevê uma presença "sem precedentes" de cidadãos no funeral. Uma nova data ainda não foi anunciada.
Khamenei foi morto por um bombardeio em seu gabinete, em Teerã, aos 86 anos, e será sepultado na cidade sagrada de Mexede (ou Mashhad), sua terra natal.
Na última terça (3), veículos da diáspora iraniana no exterior publicaram que Mojtaba Khamenei, filho do guia supremo, havia sido nomeado como seu sucessor pela Assembleia dos Peritos, o colégio de 88 clérigos responsável por eleger a principal autoridade política, militar e religiosa do Irã.
A informação, no entanto, não foi confirmada por Teerã, enquanto Israel promete eliminar quem quer que seja escolhido como próximo guia supremo. "Não importa como ele se chame ou onde se esconda", ressaltou o ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz.
Enquanto isso, o conselheiro-chefe de Khamenei, Mohammad Mokhber, assegurou que o regime está preparado para uma "guerra prolongada" e não pretende negociar com os Estados Unidos. "Não confiamos nos americanos e podemos continuar a guerra pelo tempo que quisermos", garantiu.